Meio ambiente, ética e o futuro da humanidade


Grande parte dos feitos humanos sobre o planeta terra, foram as conquistas sobre ou contra a natureza, sob o ponto de vista de cada época.


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Na pré-história, o ser humano aprendeu a lutar pela sua sobrevivência em um ambiente aparentemente hostil, onde as feras se matavam em busca de alimentos. Era o que se conhece por “lei da selva”, onde o mais forte elimina o que lhe é inferior para devorá-lo ou para não ameaçar a sua existência. Até os dias de hoje, quando queremos nos referir a uma determinada situação em que não há regras para o convívio social, falamos que ali reina a “lei da selva”, ou seja, não há leis, não há organização.


O que se pode observar é que, na pré-história, realmente, o ser humano vivia em estado de luta e defesa pela sobrevivência contra os animais que lhe eram superiores em força e contra os intempéries mesmo da natureza.


No entanto, com o passar dos tempos, os seres humanos que viviam como nômades, foram se fixando em determinados sítios e se organizando como sociedade, plantando e colhendo alimentos até que finalmente se estabeleceu nestes mesmos lugares. Estavam formadas as primeiras associações de pessoas, os primeiros grupos humanos sedentários. Foram assim conseguidas as condições para que os grupos humanos se organizassem, evoluíssem e passassem a poder contar com a natureza, não mais sendo obrigados a lutarem contra a mesma para sobreviverem e subsistirem.


Dentro da História da humanidade, estavam assim criadas as condições de formação dos primeiros grupos sociais organizados que viriam a se transformar, com a evolução dos tempos, nas comunidades politicamente organizadas. Neste ponto, a natureza ainda representava muitas ameaças contra a vida humana, ameaças que eram diminuídas à medida que a mente humana se desenvolvia e que os homens e mulheres percebiam serem dotados de razão, de pensamento, afinal.


   À medida que os grupos sociais se desenvolveram, o elemento econômico foi fator primordial para a contínua marcha de conquistas da humanidade. Guerras foram acontecendo por motivações econômicas e produziram resultados distintos e que contribuíram para a degradação da natureza.


   Superando o período mais marcante de retrocesso social e econômico resultante da idade média, o comércio cresceu e resultou no movimento que transformou a realidade do mundo ocidental baseado no continente europeu.


   As principais modificações resultantes do desenvolvimento econômico dos séculos que caracterizaram o fim dos séculos XVIII, XIX e XX, foram, a partir da descoberta do vapor, das revoluções burguesa e industrial, do acúmulo de riquezas nas mãos das principais nações européias, com destaque para a Inglaterra, a industrialização, dentro do crescente liberalismo econômico e de Estado, e, principalmente, a concentração de riquezas, produtoras de resultados severos para a humanidade e, diga-se, para o meio ambiente.


   Nada se compara, entretanto, ao que se deu no século XX em que as cidades cresceram enormemente em decorrência desta mesma industrialização, as fábricas passaram a poluir, sempre mais, os locais onde se instalavam, além dos efeitos perversos para o meio ambiente da criação dos veículos movidos com motores de combustão de derivados de petróleo. Carros, caminhões e ônibus são hoje grandes poluidores do planeta terra. Reuniões de cúpula dos principais países do planeta foram e são continuamente realizadas, todas no intuito do estabelecimento de normas para limitar a emissão de poluentes na camada atmosférica. Entretanto, as mais importantes economias apresentam restrições aos esforços de diminuir os efeitos da poluição sob a ameaça de enfraquecer seu crescimento.


Assiste-se hoje, a um aumento exponencial de verbas destinadas à pesquisa, criação e desenvolvimento de armamentos com capacidade de destruição sempre maior.


Observações finais


Do exposto acima, percebe-se que o elemento econômico sempre resultou em desafios para a manutenção de um meio-ambiente sadio no planeta terra. O grande embate entre meio-ambiente e desenvolvimento continuará a ser o mais relevante tema que deve ser tratado pela ética dos grupos envolvidos. Há de se vislumbrar um caminho que permita o desenvolvimento econômico em consonância com a preservação dos recursos naturais.


A pergunta que se faz, entretanto, é a concernente aos destinos da vida humana no planeta terra sem levar em conta o meio ambiente. Não haverá política ou economia que subsista se as condições da vida humana na Terra não forem adequadas.



Informações Sobre o Autor

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Francisco Mafra.

Doutor em direito administrativo pela UFMG, advogado, consultor jurídico, palestrante e professor universitário. Autor de centenas de publicações jurídicas na Internet e do livro “O Servidor Público e a Reforma Administrativa”, Rio de Janeiro: Forense, no prelo.


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