Abuso sexual infantil ( 49,3%) e violência doméstica ( 48%) ainda são temas vedados pela sociedade

A cada uma hora, o Brasil tem 2,2 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, com registros no Disque 100, o telefone da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República.
Cerca de 51% dessas vitimas têm entre 1 e 5 anos de idade, de acordo com dados do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e a Rede ECPAT Brasil. Entre os tipos de violência: abuso sexual (49,3%), seguido pela psicológica (24,4%), física (15,6%) e negligência (10,7%).
Infelizmente, assim como a violência doméstica, que só cresceu nos últimos anos, inclusive na pandemia, esses assuntos ainda não banalizados pela sociedade.
“Você que é mãe, pai, cuidado ou autoridade do seu Estado, não basta termos um dia ou um mês apenas de mobilização não. Esses assuntos têm que ser a pauta diária dentro de casa, na escola e no Governo”, ressalta a psicóloga Patricia Bezerra.
A especialista em saúde mental (mulher, família, crianças e jovens), Patricia alerta para os ficarem de olho aos sinais e mudanças de comportamento das possíveis vítimas, entre eles, vergonha excessiva do corpo, brincadeiras de cunho sexual, agressividade e tristeza, por exemplo,
“Infelizmente, as denúncias chegam tardias para as autoridades. O enfrentamento tem que acontecer na prevenção. A proteção de crianças e adolescentes é papel de todos nós. Além disso, a violência doméstica também é, sem dúvida, um dos maiores problemas da atualidade brasileira, tendo em vista que muitas vezes esse crime ocorre de forma velada, o que leva a uma banalização desse ato entre os indivíduos.
Nesse sentido, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirmam ter sofrido algum tipo de violência doméstica nos últimos 12 meses, ou seja, cerca de 17 milhões de mulheres brasileiras sofreram algum tipo de violência no último ano. No estado de São Paulo, por exemplo,as agressões dentro de casa tiveram um aumento de 42% para 48,8%, tendo como um dos principais agravantes o período pandêmico em que o nosso país está passando.
“Existem muitos tipo de violência, infelizmente. Ofensa verbal, como xingamentos e insultos são os mais comuns, além de ofensas sexuais ou tentativas forçadas de manter relações sexuais. Como se calar diante de tanta crueldade?”, indaga a psicóloga.
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