Automação de serviços é trunfo para excelência operacional

0

A adoção de ferramentas tecnológicas pode servir como porta de entrada para uma ampla transformação nas atividades internas de uma empresa

Geralmente, a discussão acerca da transformação digital e suas contribuições para o cotidiano empresarial é conduzida sob o pretexto do impacto técnico e as mudanças no método de trabalho. Claro, a simplificação de tarefas padronizadas representa uma vertente tecnológica indispensável, simbolizando o poderio da máquina em otimizar processos e facilitar a vida dos profissionais. No entanto, a abrangência do tema nos dias atuais não se limita ao aprimoramento de práticas antiquadas. Para entender a importância de se implementar o suporte de plataformas de automação, é necessário ir além, principalmente por parte de figuras de liderança, responsáveis pelas tomadas de decisão.

Como as operações internas de uma organização se interligam? A tecnologia é capaz de abordar todos os departamentos? Em termos estratégicos, ela é decisiva? Utilizando esses questionamentos como referenciais, proponho uma breve reflexão sobre o papel da automação de serviços quanto à potencialização de procedimentos operacionais.

 

Liderança deve simbolizar mentalidade inovadora

Toda mudança começa por cima. No âmbito das empresas, essa frase se mostra extremamente válida. O gestor, como o grande catalisador de uma comunicação interna, precisa abraçar com veemência a chegada de novas possibilidades. Em outras palavras, se comportar de forma omissa durante a transição para um sistema de trabalho totalmente novo não é uma alternativa aconselhável, por mais óbvio que possa parecer. Muitas companhias sofrem com a falta de assimilação da transformação digital pela fragilidade na comunicação escolhida.

Fomentar uma cultura orientada à capacitação de profissionais, facilitando o alinhamento entre as partes interessadas, inclusive colaboradores, deve ser a base estrutural para a consolidação de uma gestão capaz de extrair o que há de mais vantajoso na presença da máquina. O protagonismo estratégico ainda repousa no material humano, e inserir esse conceito é missão de qualquer liderança. Isso nos leva ao próximo tópico.

 

Automação é válvula de escape para os profissionais

Deixar que soluções de tecnologia se encarreguem de atividades padronizadas e de caráter exaustivo não é sinônimo de abdicar da presença humana como fator preponderante para a continuidade dos processos, bem como os resultados retirados dos mesmos. Validações manuais, armazenamentos físicos de informações delicadas a rigor da lei, são características incompatíveis com o que se espera das organizações, tanto por parte do mercado, reconhecidamente caótico e em evolução constante, quanto pelo público-consumidor, maior interessado nos serviços e produtos oferecidos.

Com a máquina preenchendo lacunas e funções básicas, as pessoas, componentes de valor inquestionável, terão tempo hábil e disposição para conduzir tarefas mais estratégicas, que exigem a subjetividade encontrada na percepção humana. A automação cumpre a finalidade de servir aos profissionais e não os ofuscar. A troca é mútua e o maior beneficiado é o próprio negócio.

 

Flexibilidade no planejamento através da aliança tecnológica

Estruturar o ambiente de TI não é um movimento secundário ou de peso menor. Uma das maiores lições herdadas pelo período conturbado nos últimos meses foi que sem o suporte da tecnologia, estratégias em resposta à crise simplesmente não se sustentam. Seja para assegurar a integridade dos dados, proporcionar análises preditivas confiáveis ou contribuir para o crescimento da empresa em sua totalidade, a transformação digital é uma tendência que se justifica quando colocada em execução. Mas para que ela ocorra de forma gradual e maximizada, pilares organizacionais devem ser levantados. Sem exceções.

Em resumo, volto a enfatizar a relevância de se repensar a concepção que o cenário empresarial possui sobre a tecnologia. Se a inércia operacional quanto a métodos de trabalho ineficazes e antigos é algo minimamente questionável, a ingressão à era tecnológica deve ser encarada com a complexidade que o assunto exige. Aprendizados rotineiros, particularidades comportamentais, influência direta na comunicação interna, as variáveis são numerosas e fundamentam a utilização de uma abordagem flexível por conta do gestor, refletindo na elaboração de um planejamento estratégico igualmente inovador.

Qual é a sua opinião quanto à automação de serviços e os benefícios sentidos na prática? Participe do debate e faça essa reflexão!

 

*Everton Moreira é CEO da Avanter. Tecnologia aliada ao crescimento das companhias, a Avanter é mais que um parceiro tecnológico. Com sólidos conhecimentos e experiência em operações de missão crítica, a empresa participa tanto do lado da sustentação tecnológica quanto do planejamento estratégico de seus clientes, levando a tecnologia como ferramenta de evolução. Atua com quatro frentes: Infraestrutura, Telecom, E-commerce e Aplicativos, além disso mantém uma matriz em São Paulo e filial em Florianópolis, um dos polos tecnológicos do Brasil.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar Leia Mais Aceitar Leia mais