Os novos métodos de pagamento e a perda de importância do dinheiro

Você gostaria de escrever e publicar no Âmbito Jurídico? Clique aqui para se cadastrar.

A cada dia se torna mais visível a todos o fato de que o dinheiro vem perdendo espaço na sociedade atual. De um lado as economias mais focadas em dinheiro vivo apresentam forte tendência a crescer mais lentamente que as demais. Do outro lado, as economias que migraram ou estão migrando completamente para o digital têm se mostrado mais bem-sucedidas influenciando até em um maior crescimento do PIB como demonstram algumas pesquisas.

Os pagamentos digitais transformaram a forma como consumimos bens e serviços e até como dividimos uma conta com os amigos. Segurança, velocidade e conveniência são algumas das muitas vantagens do mundo online que levaram a maioria das pessoas a preferir pagar digitalmente. Em Bangladesh, por exemplo, um sistema chamado bKash, que permite transferências monetárias via telefones celulares, impulsionou o crescimento do país. Em diversos cassinos ao redor do mundo, por exemplo, está sendo adotado o Pix Casino, que permite uma velocidade grande no envio e recebimento de recursos pelos apostadores.

A título de curiosidade, hoje, a Suécia e a Coreia do Sul possuem suas transações em dinheiro representando menos de 2% do valor total dos pagamentos em circulação.

No Brasil, os principais métodos de pagamento sem ser dinheiro ainda são os cartões de crédito e débito, entretanto, os pagamentos mobile tem crescido, utilizando smartphones e smart watches.

PIX – uma inovação que vem se tornando o método de pagamento preferido dos brasileiros

Tendo caído rapidamente no gosto popular o PIX é um método de pagamento que funciona no Brasil para realizar transferências bancárias instantâneas e sem o pagamento de tarifas. O método criado pelo Banco Central e hoje operado por todos os bancos brasileiros funciona por meio de um código QR dinâmico ou da cópia de um código, que pode ser o número do CP, endereço de e-mail e até mesmo o número de telefone celular.

Outra vantagem do PIX, além da ausência de tarifas, é o fato de funcionar 24 horas por dia e 7 dias por semana.

Sua implantação em 2020 surgiu de uma ideia que já vinha sendo discutida desde 2018 para criar um sistema de pagamentos que auxiliasse a diminuir o número de transações em espécie, além disso fosse mais rápido do que outros tipos de transações eletrônicas existentes anteriormente como DOC ou TED que poderiam chegar a levar até mesmo 2 dias úteis para os valores serem transferidos. A evolução do sistema tem sido rápida e já existe um planejamento para novas modalidades como PIX Saque e PIX Troco.

Os benefícios de uma sociedade que dispensa cada vez mais o uso do dinheiro

Não são poucos os benefícios do avanço para uma sociedade sem dinheiro Aqueles com capacidade tecnológica para tirar vantagem de uma sociedade sem dinheiro provavelmente acharão tudo mais simples. Com apenas um cartão ou telefone, você tem acesso instantâneo a toda sua movimentação financeira. Mas a conveniência não é o único benefício. Aqui estão alguns outros que podemos listar:

– Diminuição da incidência de roubos devido à ausência do dinheiro em espécie

– Menos lavagem de dinheiro, porque sempre haverá um rastro na movimentação digital

– Menos tempo e custo associados ao manuseio, armazenamento e depósito de papel-moeda

– Câmbio de moeda mais fácil ao viajar internacionalmente

 

E você? Está preparado para viver em uma sociedade com cada vez menos uso do dinheiro em espécie ou ainda prefere as boas e velhas notas e moedas?

Você gostaria de escrever e publicar no Âmbito Jurídico? Clique aqui para se cadastrar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

LEITURAS RECOMENDADAS

Dicas para fazer uma boa gestão de contratos

Você gostaria de escrever e publicar no Âmbito Jurídico? Clique aqui para se cadastrar. A gestão de contratos é o processo de gerenciamento que envolve a execução e a análise de contratos, a fim de maximizar o desempenho operacional e

Background check pode diminuir golpes do PIX

Banco Central estuda responsabilizar instituições financeiras e medida reforça necessidade da checagem de antecedentes Você gostaria de escrever e publicar no Âmbito Jurídico? Clique aqui para se cadastrar. Na terça-feira (31/05), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou