Veja os principais problemas financeiros dos brasileiros

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Não é de hoje que os brasileiros têm uma difícil relação com as suas finanças. E isso não se deve apenas à desigualdade social ou às crises econômicas, como muitos podem pensar. 

Comparados com pessoas de outros países, os brasileiros são menos cuidadosos na gestão do seu dinheiro e frequentemente fazem gastos além do tolerável, caindo em dívidas e ficando inadimplentes.

E como você também poderá ver neste artigo, uma boa dose de planejamento financeiro pode reduzir bastante tais problemas.

Veja 5 principais problemas financeiros dos brasileiros

As estatísticas demonstram como é grande a profusão de problemas financeiros entre os brasileiros e como eles têm acarretado uma perda considerável de bem-estar. 

Por exemplo, 64,1% dos brasileiros dizem que nunca ou raramente sobra algum dinheiro no fim do mês e 54% admitem que não conseguem aproveitar a vida devido à forma como administram seu dinheiro. Esses dados são do Índice de Bem-Estar Financeiro do Brasileiro.

Já a pesquisa “Estresse Financeiro do Brasileiro”, realizada pela empresa Onze, revelou que 45% dos entrevistados sofrem de insônia por causa dos problemas financeiros. Não cuidar das questões ligadas ao seu orçamento, portanto, traz consequências graves para nosso bem-estar e nosso desenvolvimento pessoal e profissional.

Mas quais são exatamente os problemas ligados às finanças que têm tirado o sono de nossos conterrâneos? Confira a seguir.

Não priorizar o planejamento

Infelizmente, a maior parte dos brasileiros ainda não criou o hábito de se planejar financeiramente. Como resultado, realizamos gastos de forma desorganizada, acarretando em dívidas e planos frustrados.

É muito comum, por exemplo, adquirirmos bens de grande valor, como um imóvel ou um veículo, sem fazer o necessário planejamento anterior, e acabamos surpreendidos pelo valor das parcelas conforme elas progridem, especialmente no caso dos financiamentos.

Outra fonte de gastos não planejados é o cartão de crédito. Devido à sua praticidade, frequentemente usamos a maior parte do limite disponível e nos surpreendemos com o valor da fatura ao fim do mês.

Viver acima de seu padrão ideal

A maioria dos brasileiros ainda não vive com uma renda adequada às suas necessidades ou aos seus desejos. Isso é potencializado por uma cultura de consumismo e pela falta de planejamento nos gastos que citamos acima. Como resultado, nossas despesas refletem um padrão de vida que não é o esperado de acordo com nossas rendas.

Por exemplo, muitas pessoas com uma renda mesmo baixa adquirem bens de consumo de alto valor, como smartphones top de linha, planos caros de internet e streaming, roupas, joias, viagens turísticas e itens similares. 

Costumamos comprar esses bens no cartão de crédito, de forma parcelada, o que dá a ilusão de que eles cabem no nosso orçamento. O que não percebemos, no entanto, é que eles comprometem nossa renda no médio e longo prazo, e podem resultar em sérios problemas financeiros no futuro.

Inadimplência

A inadimplência acaba sendo o resultado ou a causa da maior parte dos problemas financeiros dos brasileiros. 

Segundo o último levantamento feito pelo Serasa em maio de 2021, 30% da população está inadimplente, com um valor médio de R$ 3.900 em dívidas por pessoa. São milhões de pessoas que contraem dívidas incompatíveis com suas rendas e têm dificuldades em pagá-las.

A inadimplência leva à inscrição do nome dos consumidores em órgãos de proteção ao crédito, como SPC e o próprio Serasa, criando uma série de limitações, como não poder acessar serviços de crédito e parcelar compras. Ou seja, ficar com o nome sujo torna ainda mais difícil quitar as dívidas atuais.

Acumular juros altos

Ainda segundo o levantamento do Serasa, as dívidas com banco e as dívidas com cartões são a maioria, representando 29,7% do total. O principal motivo para isso são as altas taxas de juros cobradas nesse segmento, sobretudo no cartão de crédito e no cheque especial.

Essas duas modalidades de crédito são altamente práticas. Acessamos elas sempre que não podemos ou não queremos usar o saldo da conta ou dinheiro vivo. Ou seja, usamos um dinheiro que não é nosso, como se fosse, e esquecemos das altas taxas cobradas. 

No caso do cartão de crédito, o problema está em não conseguir pagar a fatura de uma vez, o que nos faz cair no rotativo, onde os juros são bem elevados. No entanto, uma prática que tem sido bastante indicada para quitar esse tipo de dívida é através de um empréstimo online com taxas de juros menores que a do cartão de crédito.

Mas atenção, os consumidores devem sempre estar atentos às taxas de juros e como elas vão se comportar no futuro. 

Muitas vezes, fazemos uma compra ou contratamos um serviço de crédito, como um empréstimo pessoal, por exemplo, e acreditamos que os juros são pequenos, quando na verdade, por serem compostos, eles crescem exponencialmente com o tempo.

Não poupar e investir

Os benefícios de se poupar e investir já são bem conhecidos, mas são poucos os que colocam em prática, especialmente por acreditarem que poupança e investimento são um luxo reservado a quem tem renda alta. Na realidade, essas duas práticas são aplicáveis a todos os consumidores e podem ser igualmente benéficas para todos.

É possível iniciar uma poupança através de pequenos esforços, cortando gastos desnecessários como comer fora de casa e comprar roupas novas. 

Com o dinheiro economizado, podemos investir em produtos que nos trarão retorno no futuro, como cursos profissionalizantes e imóveis, ou mesmo em títulos financeiros. Em alguns deles, como CDB, LCI e LCA, não é apenas possível como recomendado começar com pouco dinheiro.

Resolvendo nossos problemas financeiros

A raiz dos problemas financeiros dos brasileiros talvez seja mais difícil de ser resolvida e necessita de um esforço que não é apenas individual, mas coletivo. Porém, cada um de nós pode tomar medidas simples capazes de melhorar a relação com as nossas finanças.

Adotando um planejamento financeiro gradual, que comece com pequenos gestos, podemos alcançar grandes resultados. 

É necessário manter um controle constante do nosso orçamento, registrando e classificando nossas despesas. Outro ponto importante é estabelecer metas de poupança, que pode ser usada em momentos de emergência ou aplicada em investimentos de baixo risco.

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