Economia solidária: por um Brasil melhor

0

A economia solidária trata-se de um movimento, de uma maneira de pensar e agir, valorizando-se e defendendo-se o ser humano e o meio ambiente, na busca do bem comum, contrapondo-se à exploração do homem e dos recursos naturais que vem sendo apresentada pelo capitalismo. É um jeito diferente de negociar, de comprar e vender o que é preciso para viver. Em vez de querer levar vantagem, de explorar, por que não cooperar, associar, pensar na coletividade e não somente em si.

Através da economia solidária pode-se sonhar com um mundo melhor, com um Brasil melhor. Utiliza-se, nesse movimento, o associativismo e o cooperativismo apresentando-se a existência de interesses e objetivos comuns, para que se possa pensar em desenvolvimento sustentável e com responsabilidade social.

A economia solidária apresenta características próximas ao Direito Coletivo do Trabalho, quanto à associação de trabalhadores buscando melhores condições de trabalho e uma melhor distribuição de renda, como no caso de participação nos lucros ou resultados das empresas. Nas negociações coletivas, assim como através da economia solidária, existe a reunião de trabalhadores, com objetivos comuns, pensando no bem da coletividade e não de um trabalhador individualmente. E ainda, pode-se falar no “resgate das lutas históricas dos trabalhadores, como uma das formas de resistência contra o avanço avassalador do capitalismo industrial, como um resposta à novas formas de exclusão e exploração do mundo do trabalho” (MTE, 2011).

Não se vislumbram críticas a esse modo de agir e pensar, a esse movimento que tem hoje no Brasil repercussão nacional. O que se poderia sugerir, por outro lado, seria a promoção de campanhas para conscientizar a população da necessidade de sua participação no intuito de se aprovar a proposta de lei que cria a Política Nacional de Economia Solidária, o Sistema e o Fundo Nacionais de Economia Solidária, que foi elaborada pelo Conselho Nacional de Economia Solidária, como se constata no Fórum Brasileiro de Economia Solidária, (FBES, 2011).

O Ministério do Trabalho do Emprego, através de sua secretaria nacional de economia solidária, está implementando o programa economia solidária em desenvolvimento, com o objetivo de “promover o fortalecimento e a divulgação da economia solidária mediante políticas integradas visando o desenvolvimento por meio da geração de trabalho e renda com inclusão social” (MTE, 2011).

Conclui-se que, não existe outro caminho razoável senão aquele trilhado nos moldes da economia solidária, com a participação de empreendedores, trabalhadores, consumidores, de toda a sociedade, com um pensamento menos individualista e bem mais coletivo, buscando-se sempre o bem comum, respeitando todos os envolvidos no processo de desenvolvimento, valorizando-se o ser humano e preservando os recursos naturais.

 

Referências bibliográficas:
MTE. Economia Solidária. Disponível em: http://portal.mte.gov.br/ecosolidaria/o-que-e-economia-solidaria.htm Acesso em: 13 de maio de 2011.
SEBRAE. Economia Solidária. Disponível em: http://www.sebrae.com.br/customizado/desenvolvimento-territorial/temas-relacionados/economia-solidaria Acesso em: 13 de maio de 2011.
FBES, Fórum Brasileiro de Economia Solidária. Pelo Direito à economia solidária.  http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5086&Itemid=262 Acesso em: 13 de maio de 2011.

 


 

Informações Sobre o Autor

 

Giovane Mendonça

 

Advogado. Professor Universitário. Mestre em Direito.

 


 

Julgamento Caso Kiss: para Promotor aposentado não houve dolo no caso da boate Kiss
Clique Aqui e Saiba Mais!
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar Leia Mais Aceitar Leia mais