Conciliação de Dados e suas aplicações no setor bancário e financeiro

Para acompanhar o aumento das atividades operacionais no cotidiano das empresas e garantir que as equipes possam maximizar seus resultados, a conciliação de dados se mostra extremamente eficaz neste cenário de altas demandas

Por Marcelo Picchioni*

Com o crescimento do negócio, sua expansão no mercado e, consequentemente, a escalada do volume de transações, é natural que ocorra um aumento considerável nas demandas, tarefas e desafios diários inerentes à sua operação. No contexto das empresas inseridas no mercado financeiro, essa situação não é diferente, pelo contrário, demonstra características que se não forem tratadas com um planejamento estratégico apoiado por soluções digitais, podem colocar a integridade dos seus procedimentos em risco. Nesse sentido, o conceito de conciliação de dados traz velocidade, precisão e controles mais eficazes e abrangentes sobre os processos operacionais realizados pela organização.

Esse salto na complexidade e no volume operacional serve como um alerta para os ambientes computacionais com múltiplos fornecedores e sistemas de informações, na medida em que prejudica a padronização, sincronismo e a confiabilidade sobre as informações armazenadas. Como consequência disto, procedimentos manuais, redundância e acúmulo de tarefas, gargalos e uma grande dificuldade para visualizar a execução dos processos jogam contra o sucesso de qualquer companhia. Por isso, a importância de se compreender o impacto positivo do uso de plataformas sistêmicas de conciliação e como elas são relevantes nos dias atuais.

 

O ato de conciliar sob uma visão tecnológica

Em resposta ao cenário caótico ligado à chegada de novas obrigações, muitos gestores se precipitam ao criar procedimentos manuais para proporcionar as melhorias necessárias em tempo adequado. Depositar todas as expectativas nesse conhecimento descentralizado e dependente das pessoas, leva a ocupar o tempo hábil de colaboradores que poderiam direcionar seus esforços para tarefas mais estratégicas e que agreguem mais valor ao negócio, além de minimizar o protagonismo humano no dia a dia de trabalho e oferecer margem para falhas críticas em termos de governança e controles internos.

Se utilizarmos como exemplo essa condição de ineficiência e pouca perspectiva para aprimoramentos, encontramos na utilização de plataformas sistêmicas para o tratamento de dados uma ótima oportunidade natural de se introduzir hábitos de governança na realidade empresarial. Em outras palavras, a adoção de soluções automatizadas para realizar conciliações entre fontes de informações descentralizadas de diversas naturezas, formatos e estruturas, favorece à criação de uma cultura corporativa que priorize o uso racional dos recursos e a produtividade das equipes.

 

Reflexos positivos para o papel humano

Com a automatização de etapas de coleta, tratamento e processamento de dados, substituindo a presença de planilhas e soluções departamentais, a empresa deixa claro que está disposta a abraçar a transformação digital, respeitando os anseios de um público cada vez mais consciente sobre o que há ou não de vantajoso nesta abordagem. Conciliar dados, acima de qualquer coisa, é firmar um acordo de comum aceitação entre vários atores, sejam eles internos ou externos, sobre seus benefícios.

Dessa forma, flexibilidade, automação, rapidez e alta capacidade de processamento comuns às plataformas de conciliação, exercem uma função primordial para a otimização de operações respaldas pela assertividade exclusiva do uso de soluções tecnológicas. Isso aponta para a padronização e configuração de um sistema unificado e transparente, preparado para oferecer insumos analíticos que tragam benefícios a todos os times. Fato que nos leva ao último tópico.

 

Maturidade estratégica para melhores decisões

Empresas do mercado financeiro possuem um quadro de mudanças e adaptações constantes que exige um poder de alta capacidade de reação, principalmente sob o contexto de um país em recuperação econômica. No entanto, para conceder esse toque de flexibilidade e baixo tempo de resposta aos profissionais ante demandas internas e externas, o aspecto tecnológico deve ser desconsiderado e enfatizado.

Com o uso de soluções baseadas em tecnologia, a disponibilidade de dados e informações confiáveis, que tenham passado por procedimentos organizacionais sólidos de conciliação, o processo de tomada de decisão rápido e eficaz ganha uma abordagem decisiva e capaz de corresponder às expectativas do mercado e dos próprios usuários.

Encerro o artigo destacando a amplitude do tema perante a governança de empresas de um modo geral. Afinal, a forma como as organizações armazenam e tratam os dados disponíveis pode ditar o rumo e o ritmo que seguirão com seus negócios nos próximos anos. A adequação de suas concepções quanto ao real valor do uso de informações confiáveis e do apoio tecnológico podem estabelecer as bases para as mudanças organizacionais e a excelência operacional.

 

*Marcelo Picchioni é Diretor Comercial e de Produtos da Unidade de Soluções de Governança da Orion, especializado em Gerenciamento de Projetos e Consultoria de Negócios para bancos internacionais e nacionais. Graduado em Análise de Sistemas e Processamento de Dados pela PUC, possui MBA em Marketing pela ESPM.

Sobre a Orion

Presente no mercado há mais de 15 anos, a Orion é especializada na entrega de soluções para o mercado financeiro, atuando em três pilares: Governança Corporativa, Automação Bancária e Prevenção a Fraudes. Tendo a confiança, transparência e empatia como itens fundamentais em seu DNA, a companhia busca adequar suas soluções às necessidades específicas de cada cliente. A Orion atua lado a lado com as mudanças e reinvenções de bancos, criando know-how avançado nos processos das mais diversas instituições presentes no Brasil e globalmente. Veja mais: https://www.orion.inf.br/

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