Como entender a ética capitalista, a partir dos pensamentos de Calvino e Weber

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Resumo: Este trabalho tem por objetivo, após a realização de uma pesquisa sobre o tema, analisar os conceitos éticos de João Calvino, através de um apurado estudo sobre sua vida, ideias e obras; e como as mesmas contribuiram, anos depois, para que Max Weber pudesse fundamentar seus pensamentos em defesa do sistema capitalista em ascensão na Alemanha revolucionária do final do século XIX e início do XX.[1]

Palavras-chave: Ética, João Calvino, Max Weber, Capitalismo.

Abstract: This work has for objective, after the realization of an inquiry on the subject, to analyse the concepts éticos of John Calvino, through a refined study on his it plants vines, you devise and make; and since same they contributed, some years later, so that Max Weber could base his thoughts on defense of the capitalist system in ascent in revolutionary Germany of the end of the century XIX and beginning of the XX.

Keywords: Ethics, John Calvin, Max Weber, Capitalism.

Sumário: Introdução 1. O que é ética? 2. A ética em João Calvino. 3. A ética protestante e o capitalismo. Conclusão. Referências Bibliográficas. 

INTRODUÇÃO

Atualmente muito se estuda sobre a ética, pois é um conceito ainda muito discutido em diversos países do mundo, sobretudo no Brasil. O tema deste trabalho foi escolhido tendo em vista a relevância do mesmo para a sociedade atual. Os autores que virão a ser citados como referência para a conclusão deste artigo foram, em parte, indicados como sendo de vital importância para o estudo do assunto pelo orientador do mesmo e, em parte, foram encontrados através da pesquisa realizada. A metodologia adotada para a análise deste tema, visando encontrar um denominador comum dentre diversos autores que estudam tal conceito, foi a pesquisa bibliográfica. O autor busca trazer uma nova reflexão a respeito da ética para os dias atuais.

Este trabalho é fruto de uma aula ministrada à turma de Direito da Faculdade Moraes Júnior – Mackenzie Rio com o objetivo de elucidar pontos sobre o conceito de ética e sobre este, fazer também uma abordagem sob a ótica Calvinista levando em consideração a contribuição deste para o desenvolvimento da teoria capitalista de Max Weber[2].

Para tanto será apresentado o conceito de ética, desvinculado de qualquer momento histórico, bem como uma breve apresentação de João Calvino[3] situando tal personagem em seu momento histórico, apresentar algumas de suas idéias e principalmente como o mesmo vislumbra o conceito de ética, aplicado ao protestantismo embrionário que estava ganhando forças no século XVI através da Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero na Alemanha, a qual aderiu tornando-se um dos que mais trabalhou para a disseminação mundial de tal movimento.

De posse do conhecimento de tal fato histórico se poderá, então, discorrer sobre como tal pensamento ético protestante veio a contribuir, séculos depois, para que se pudesse justificar a teoria capitalista defendida por Weber na Alemanha, já reformada, do século XX tomando por diretriz o livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo[4]”, do próprio.

Neste livro Weber estabelece como o título do mesmo sugere, relações comuns entre a ética protestante de Calvino e a teoria capitalista em ascensão. Weber busca demonstrar como o capitalismo já estava presente e em crescimento desde meados do século XV com o fim do feudalismo e a emergência burguesa. E como este – capitalismo – mesmo que discretamente, influiu nas práticas da Igreja Católica que serviram de estopim para que Lutero desse início a esta revolução a qual Calvino iria aderir alguns anos depois.

Antes de embrenharmo-nos pelos caminhos da Ética Calvinista e pela teoria defendida por Weber em defesa do Capitalismo torna-se mister questionarmos: existe uma conduta ética universal? Calvino foi o primeiro a estudar o conceito de ética? Os pensamentos de Calvino foram realmente o pontapé inicial para o Capitalismo atual? Como Weber em seu livro “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” encara a visão Ética de Calvino? Há realmente uma relação entre as visões destes autores? É na busca por uma resposta a tais questionamentos que se desenvolve este artigo.

1. O QUE É ÉTICA?

Ética é um conceito que vem sendo muito discutido atualmente, sobretudo no Brasil. O que é uma pessoa ética? Existe algum padrão para se determinar se uma pessoa é ética ou não?

Este breve estudo tem por objetivo elucidar alguns pontos a respeito deste conceito que é de suma importância para uma vida social harmônica e para tanto foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em artigos e livros que versam sobre o tema.

Para estabelecer um conceito sobre o que vem a ser a ética se faz necessário o conhecimento do significado de tal vocábulo. A palavra ética é derivada do vocábulo grego ethos que significa: caráter, modo de viver de uma pessoa. Ou seja, a grosso modo pode-se demarcar um breve conceito de ética como sendo o conjunto de valores morais e princípios que regem a conduta social, possibilitando a existência de equilíbrio e bom funcionamento social visando o não prejuízo aos indivíduos. Será que estes valores e princípios são suficientes para equilibrar a sociedade atual?

Segundo a Filosofia, a Ética é uma ciência que se ocupa de estudar os valores e princípios morais que regem uma sociedade e seus grupos; pode-se com isso presumir que cada grupo social possui um Código de Ética próprio que se ocupa de dizer quais as condutas aceitas por aquele grupo. Como exemplo disto, temos a ética dentre os advogados regulada pelo Código de Ética e Disciplina da OAB.

Desde os primórdios da humanidade, mais precisamente na Grécia Antiga, já se é possível identificar a preocupação dos filósofos com o conceito de ética, dentre eles os mais importantes foram Platão[5] e Aristóteles[6]. Tais filósofos, e os que se seguiram após eles, tornaram-se incessantes em buscar uma conduta ética que pudesse ser aplicada em qualquer lugar do mundo sem que houvesse conflito com os costumes e cultura dos diversos povos, todavia não foram bem sucedidos nesta missão segundo o nosso ponto de vista.

Contudo, não podemos atualmente encontrar padrões éticos universais de conduta, todavia, encontramos apenas formas de agir, provenientes dos própios seres humanos, aplicáveis em qualquer parte do mundo e que, se tidas como valores, não ferem costumes ou culturas da diversidade social atual. Estas atitudes encontram-se elencadas no livro de Gabriel Chalita[7] “Os dez mandamentos da ética[8]”.

Segundo Chalita, o homem, dito social, evoca uma ética social para alcançar uma excelência moral. Por ser um ser social, possui uma tendência que o leva a se juntar com outros de sua espécie abrindo mão momentaneamente de suas características pessoais, por ser um ser político e precisar da inteligência interpessoal. Tratado tal assunto o autor vislumbra o que seriam os dez mandamentos a serem seguidos pelos que almejam uma conduta ética.

1 – FAZER O BEM: ter um comportamento ético, como por exemplo, nobreza de caráter, justiça em suas decisões, respeito, bondade, entre outros. A ação de um indivíduo deve sempre visar um bem visto que a ética indaga sobre quais os meios para se atingir este bem.

2 – AGIR COM MODERAÇÃO: agir na medida certa, ou seja, buscar o meio termo, o equilíbrio.

3 – SABER ESCOLHER: a escolha que se faz revela o caráter, o que é tido como sendo certo ou errado revelando conceitos e preconceitos. A escolha certa é aquela que não de deixa influenciar por opiniões divergentes, mas que repeita os valores comunitários.

4 – PRATICAR AS VIRTUDES: neste ponto Chalita apresenta a diferença entre excelência moral e emoções/vontades através de exemplos de atitudes distribuidos em uma tabela que apresenta extremos e virtudes destas.

5 – VIVER A JUSTIÇA: não aceitar favores fáceis – que podem acarretar na corrupção da dignidade –, dinheiro ilícito, entre outros.

6 – VALER-SE DA RAZÃO: todos são possuidores de forças racionais. Tal racionalidade possui cinco disposições em sua composição: a ciência, a técnica, o discernimento, a inteligência e a sabedoria.

7 – VALER-SE DO CORAÇÃO: é necessário aprender a controlar os instintos, pois estes podem levar a situações ruins ou aberrações. Para que se torne eficaz esse mandamento conta com a auto vigilância honesta dos desejos. Temos que sentir prazer em fazer o bem.

8 – SER AMIGO: os amigos ligam o indivíduo ao mundo.

9 – CULTIVAR O AMOR: existe um grupo seleto, chamdo de verdadeiros amigos, a quem se liga o indivíduo pelo caráter e pelo afeto. É um grupo seleto necessita da existência de amor e dedicação na construção deste mandamento.

10 – SER FELIZ: em suma é o prazer de realizar algo bom. É o prêmio recebido por quem consegue ser uma pessoa ética por excelência.

Ao fim desta pequena explanação sobre o conceito de ética, pode-se definir a mesma como sendo os valores morais e princípios que regem a vida social, que variam de acordo com as sociedades e momentos históricos. Conclui-se também que não existe uma conduta ética universal, todavia, se respeitados estes que Gabriel Chalita chama de “dez mandamentos da ética” as sociedades podem chegar o mais próximo possível de atitudes que futuramente possam ser interpretadas como uma conduta ética universal.

 2. A ÉTICA EM JOÃO CALVINO

Tendo sido dado como ponto de partida uma breve definição do conceito de ética pode-se a partir de então começar a analisar a ética através de uma visão calvinista.

João Calvino[9] afirmou-se como sendo uma figura de suma importância para a história mundial; líder do movimento reformista conhecido por Calvinismo, assim como Lutero, foi um grande opositor dos dogmas da igreja católica, como a venda de indulgências, por exemplo. Vivendo no século tido como o século das grandes reformas Calvino, assim como os pensadores que viveram antes dele, se preocupou em estudar o conceito ético. Formulou teorias, as quais ficaram eternizadas nos anais da história da humanidade, conhecidas como Ética Calvinista.

Calvino estabeleceu seu conceito de ética tendo por base as Sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamento, e na tradição cristã. Esta ética calvinista assevera Deus como sendo o único soberano sobre todo Universo e toda criação, bem como o homem que fora criado à imagem e semelhança de Deus. Podemos encarar esta Imagem e Semelhança em, o homem, refletir as qualidades éticas e morais de Deus, dentre as quais podemos elencar o amor, a justiça, a santidade, entre outras.

O relacionamento do homem com Deus defende Calvino, é resultado do amor de Deus pelo homem, que se encontra em Jesus e do amor deste por Deus, a si mesmo e ao seu próximo. O amor a si mesmo pode ser representado através da autopreservação e dos cuidados pessoais, em contrapartida o amor ao próximo deve ser exercitado através do trabalho visando o bem-comum.

Calvino também foi o pioneiro em traçar os limites da ética da vida pública e da ética da vida privada, através de sua proposição de separar a Igreja e o Estado; tornando-se, devido a isto, um fundamental contribuinte para o nascimento dos Estados nacionais, em especial o da França; e para posteriormente o surgimento do estado laico.

Outro ponto de suma importância do pensamento político de Calvino a ser considerado é o que se popularizou como sendo a resistência ao governo civil, visto que Calvino arguiu sobre os limites da submissão e da resistência às autoridades constituídas por Deus. Numa visão um pouco mais atual, pode-se dizer que, Calvino acastelava a única autoridade a ser acatada aquela que conservar-se fiel a Deus e a sua Palavra.

Torna-se mister tratar, de modo ainda simplório em território brasileiro, da concepção do autor sobre a ética do corpo. Para o autor, o corpo é considerado como sendo o templo do Espírito Santo e, sem dúvidas, este orado conceito traz provocações para que se possa compreender o corpo humano em suas dimensões. Entretanto as ideias de Calvino neste campo surgem de forma rudimentar sendo de vital importância para uma melhor compreensão sistematizada de tal pensamento um esforço hermenêutico. É possível, todavia, como exemplo deste caso, utilizar-se de sua ética do trabalho. Calvino, provavelmente seguindo uma lógica luterana, defendia que todos os que trabalhavam eram “operários de Deus”, pois todo trabalho, seja ele religioso ou não, deveria ser feito buscando a glória de Deus e não uma glória pessoal.

É também importante considerar o aspecto da ética calvinista que retrata o homem como sendo um eleito de Deus, o que por sua vez põe fim ao problema existencial do homem nesta vida e o provoca a se transformar – através de atitudes e de viver os princípios éticos em suas relações interpessoais com Deus, consigo mesmo e com o próximo – num cidadão do Reino de Deus.

Em suma, pode-se dizer que a ética calvinista desafia o homem a buscar esse bem supremo, levando em consideração que o homem deve se ocupar na construção do Reino de Deus entre os homens. Para Calvino o amor ao próximo precisa ser demonstrado através do trabalho que busca atingir o bem-estar da coletividade, sendo o alcançar deste o bem supremo que hoje se encontra esquecido pela sociedade.

3. A ÉTICA PROTESTANTE E O CAPITALISMO

Ao formular sua teoria sobre a Ética, Calvino não imaginava que a mesma teria tamanha repercussão no cenário mundial. Séculos após a sua morte se levantaram ainda pensadores que, para ratificar suas teorias, se fizeram valer desta teoria Calvinista a qual este trabalho se propõe a estudar. Dentre esses muitos pensadores que se utilizaram da teoria de Calvino para justificar alguma tese encontramos o alemão Max Weber[10].

Weber, dentre todos os campos de conhecimento sobre os quais estudou no decorrer de sua vida, dedicou-se a estudar, também, a religião – em especial a protestante. Ao longo de seus estudos o autor pôde constatar que a ética religiosa era um dos variantes que mais influenciava a vida do homem levando em consideração que o mesmo sempre age de acordo com a sua visão de mundo e com os seus princípios religiosos. E estas interpretações que o ser humano faz baseado em seus conceitos religiosos integram a formação de sua cosmo visão.

Como resultado deste estudo de Weber nasceu o livro A ética protestante e o espírito do capitalismo[11], onde o autor trata da influência exercida pela ética protestante – mais especificamente a ética do trabalho – sobre o capitalismo que se encontrava em seu auge. Em seu livro, Weber busca não somente tornar mínima a variável econômica na estruturação e no funcionamento de determinado modelo social como também procura aclarar o significado cultural e econômico que se encontrava abrigado na racionalidade protestante para a criação de um molde capitalista como o praticado pela sociedade norte-americana da época. Segundo o autor, o protestantismo abarca determinados comportamentos favoráveis a acumulação de capital.

Weber observou ainda que além deste metodicismo racional dos protestantes havia, em suas comunidades, uma justica proporcional ou por mérito que, segundo o autor, é o centro que rege toda a sociedade protestante, isto é, os valores e talentos individuais são estimulados pelo Estado objetivando a conversão desses talentos em energia positiva para favorecer o sistema. Esta justiça meritória é, para Weber, a maior encarregada de estimular o individualismo do qual se originou o capitalismo moderno visto que este sistema incentia e premia a livre iniciativa de forma imensurável.

Nesta obra é estudada a origem da ética protestante onde o autor realiza seus experimentos sobre a visão de mundo que os protestantes possuem e como se deu o desenvolvimento do sistema capitalista através de pesquisas realizadas com protestantes puritanos; chegando a conclusão de que o protestantismo puritano é o guardião de um espírito extremamente racional e metódico com o qual se podem desenvolver as ferramentas teóricas essenciais para o acúmulo de capital que vem a ser o suporte para a instauração de um sistema capitalista.  Este espírito racional adotado pelos protestantes se tornaria o responsável pela disseminassão capitalista, pois devido à aplicação prática deste espírito racionalista em suas relações com o capital e o trabalho, pode-se encontrar uma tendência natural ao acúmulo de riquezas.

A relação que existe entre o acúmulo de capital e a religião apoia-se no fato de que o protestantismo puritano possuia um espírito próprio para abrigar o desenvolvimento capitalista, levando em consideração a forma de viver dos protestantes baseada em simplicidade e sobriedade e pela forma com a qual os mesmos encaravam o trabalho e as riquezas. Para os protestantes o trabalho era visto como uma vocação dada por Deus e as riquezas como bênçãos recebidas fruto deste trabalho.

Weber, em seu estudo, aponta algumas características do modo de viver dos protestantes que, segundo ele, são a base responsável do acúmulo de capital nesssas comunidades. Para finalizar este tópico, visando fazer um breve resumo da visão de Weber sobre o que ele chamou de ética protestante, podemos citar dentre as características que o mesmo pontuou sobre o modus vivendi dos protestantes puritanos[12]:

– As riquezas vistas como sinal da bênção de Deus;

– Os cristãos devem evitar os prazeres mundanos;

– A única fonte de prazer que Deus dá ao homem é o trabalho e o mesmo deve ser executado de forma racional e metódica;

– Lucro visto como prêmio recebido por contentar Deus através do trabalho.

De um modo geral, pode-se dizer que para Weber a ética protestante pregada por Calvino e disseminada entre seus seguidores, foi a principal responsável por fomentar o individualismo, a valorização do trabalho como forma de prazer e a busca do lucro pela Europa do século XVI, e posteriormente pelo mundo. O que, segundo o autor, foi condição sine qua non para o nascimento e o fortalecimento do capitalismo da forma como o conhecemos hoje.

CONCLUSÃO

Levando-se em consideração os dados colhidos durante este trabalho, é possivel concluir que o conceito de ética vem se modificando desde os primórdios da humanidade e que não apenas Max Weber, mas também autores como Aristóteles se preocuparam em estudar este tema. Em linhas gerais, pode-se dizer que o conceito de ética se transforma de acordo com a sociedade na qual esteja sendo observado, todavia sempre é identificado um ponto em comum, o qual diz que estudar a ética é estudar os valores morais que regem a vida em sociedade.

Weber, ao estudar a ética, fixou-se no estudo da ética protestante oriunda da teoria calvinista que pregava, segundo o autor, o individualismo, o acúmulo de capital, o prazer no trabalho e a busca pelo lucro. De posse destes, Weber diz que esta – ética protestante – seria a responsável pela criação do capitalismo como o conhecemos hoje. O autor apenas esqueceu-se de considerar alguns pontos importantes em sua pesquisa como, por exemplo, o fato de que a acumulação de capital sempre existiu nas relações econômicas e sociais que envolviam os povos, devido a isto não se pode dizer que na época de Calvino existia um capitalismo tal qual temos hoje, mesmo porque, Calvino e sua geração sequer sabiam da existência do capitalismo. Outro fato desconsiderado pelo autor foi o de que ele – Max Weber – viveu no final do século XIX e início do XX, Calvino por sua vez viveu no século XVI.

Logo, pode-se concluir que a ética protestante proveniente de Calvino não foi a idealizadora e criadora do capitalismo como vemos hoje, mas que a mesma exerceu um papel de suma importância para a elaboração de uma ética do trabalhista ao pregar que o trabalho é uma bênção dada por Deus e que o homem deve trabalhar buscando a sua realização pessoal, mas acima de tudo o bem-estar do próximo.

 

Referências
CHALITA, Gabriel. Os dez mandamentos da ética. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
COSTA, Nelson Nery. Ciência Política. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Forense. 2012.
GOMES, Antônio Máspoli de Araújo. O pensamento de João Calvino e a Ética Protestante de Max Weber, aproximações e contrastes. 2002. 20 f. Artigo – FIDES REFORMATA 2002.
JÚNIOR. Ivan Santos Ruppell. A ética protestante no pensamento de João Calvino. 2007. Dissertação (Pós-Graduação em Ciências da Religião) – Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo. São Paulo. 2007. Disponível em: <http://www.ibamendes.com/2011/10/etica-protestante-no-pensamento-de-joao.html>. Acessado em: 27 a 30 de abril. 2013.
MATOS, Alderi Souza de. Calvinismo e Capitalismo: Qual é mesmo a sua relação? Disponível em: <http://www.mackenzie.br/7076.html>. Acesso em: 25 a 30 de abril. 2013.
MAXPROVIEW. Biografia de João Calvino. Disponível em: <http://www.geniosmundiais.blogspot.com.br/2006/01/biografia-de-joo-calvino.html>. Acesso em: 25 a 30 de abril. 2013.
Sua pesquisa.com. Ética. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/o_que_e/etica_conceito.htm>. Acessado em: 27 a 30 de abril. 2013.
VALLS, Álvaro L. M. O que é ética. Coleção Primeiros Passos. Editora Brasiliense: 1994.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. 2ª Edição Revista. Editora: Pioneira.
 
Notas:
 
[1] Trabalho orientado pela Profa. Drª. Adriana Lima de Farias, professora de História do Direito e Metodologia da Ciência na Faculdade Moraes Júnior – Mackenzie Rio
[2] Economista, jurista, sociólogo e filósofo alemão; considerado um dos pais da Sociologia Moderna. Nasceu em 1864 na cidade de Erfurt e faleceu em Munique no ano de 1920.  Weber atuou como conselheiro da delegação alemã nas conferências que conduziram ao tratado de Versalhes (1919) e integrou a comissão responsável por redigir a Constituição da República de Weimar (1919). Realizou detalhados estudos de história comparativa. Foi um dos autores que mais influenciou nos estudos sobre  o surgimento e o funcionalismo do capitalismo e da burocracia, assim como da sociologia  da religião. COSTA, Nelson Nery. WEBER. In: Ciência Política. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Forense, 2012. P. 311 a 313.
[3] Nasceu na pequena cidade eclesial de Noyon, França, em 1509 e faleceu em 1564, na cidade de Genebra, Suíça, onde se estabeleceu e fundou a Universidade de Genebra em 1559. Em 1523, aos 14 anos, foi enviado a Paris onde se matriculou na Universidade de Paris, mais especificamente no Collége de la Marche. Estudou Direito em Orleans e Grego com Melchior Wolmar. Concluiu seu Doutorado em Direito em 1531 – ano da morte de seu pai – e dedicou-se, a partir de então, ao estudo de línguas e literatura, o que o levou a se interessar ainda mais pela literatura e pelas ideias luteranas. Calvino Integrou o Conselho de Genebra – o Pequeno Conselho –, e nada fez para impedir a condenação de Miguel de Serveto. In: http://www.geniosmundiais.blogspot.com.br/2006/01/biografia-de-joo-calvino.html.
[4] Tíulo original: “Die Protestantische Ethik Und Der Geits des Kapitalismus”.  In:  Archiv  für  Sozialwissenschaft und Sozialpolitik. –Tübinger, 1904/5. Vols.: XX e XXI. Neste livro, publicado em 1905, Weber revela os resultados de seus estudos da sociologia da religião tendo como ponto de partida para suas análises a tendência à racionalização progressiva da sociedade moderna.
[5] Filósofo grego (Atenas 427 a.C. – 347 a.C.). Nascido em família nobre, conhece Sócrates com 20 anos e convive com o mesmo por oito anos, quando começa a dar seus primeiros passos na Filosofia. Fundador da Academia de Atenas foi o autor de várias obras de valor inestimável para a História da Humanidade. Dentre as quais se destacam 28 diálogos onde seu mestre figura como personagem principal – estes diálogos são tidos como os únicos registros da vida de Sócrates tendo em vista que este era iletrado e como consequência disso não deixou nenhuma obra escrita. Das obras que Platão deixou podemos destacar “A República” que versa sobre a justiça, na qual encontramos “O Mito da Caverna” onde o autor demarca o caminho percorrido do mundo sensível das aparências ao mundo inteligível da verdade.  COSTA, Nelson Nery. Platão. In: Ciências Políticas. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Forense, 2012. P. 31 a 34.
[6] Nasceu em 385 a.C., em Estagira, Macedônia e faleceu em 322 a.C., em Cálcis, na Eubeia. Filho de pai médico. Aderiu a Academia de Platão por volta de 367 a.C. e seguiu seu mestre até a morte do mesmo em 348 a.C. Escreveu obras que possuíam um vasto público alvo que se perderam , entretanto ainda se pode ter acesso a suas notas, ou esboços de seus cursos classificados por seus discípulos e divididas por áreas de conhecimento: a) Lógica, constituindo o chamado Organon composto por: Da Interpretação, Analíticos Primeiros, Analíticos Posteriores, Tópicos, Proposições e Refutação dos Sofistas; b) Filosofia Natural: Física (8 livros), Sobre o Céu (4 livros), Crescimento e Decadência (2 livros) e Meteorologia (4 livros, sendo de costume incluir Sobre o Cosmo, como sendo livro apócrifo); c) Psicologia: Sobre a Alma (3 livros), Da Sensação e do Sensível; Da Memória e Reminiscência e Sobre os Sonhos, Da Interpretação dos Sonhos, Da Longevidade e Brevidade da Vida, Sobre a Vida e a Morte e Sobre a Respiração; d) Biologia: História dos Animais (10 livros, com alguns apócrifos), As Partes dos Animais (4 livros), Os Movimentos dos Animais e A Geração dos Animais (5 livros); e) Metafísica: Metafísica, Ética a Nicômanos, Magma Moralia e Ética a Eudemo; f) Política e Economia: Política e Economia (3 livros); g) Belas-Artes: Retórica (3 livros, onde Retórica para Alexandre por muitos anos foi considerado como sendo apócrifo, mas que atualmente é visto como sendo um escrito autêntico do autor). COSTA, Nelson Nery. ARISTÓTELES. In: Ciência Política. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Forense, 2012.
[7] Doutor em Direito e Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo. Mestre em Direito e Ciências Sociais pela mesma universidade. Bacharel em Direito e Filosofia. Professor dos programas de pós-graduação da PUC de São Paulo e da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
[8] CHALITA, Gabriel. Os dez mandamentos da ética. 2ª Edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
[9] João Calvino, op. cit., p.7
[10] Max Weber, op. cit., p. 7
[11]  ibid., p. 8
[12] ibdi., p. 8

Informações Sobre o Autor

Carlos Henrique Queiroz de Oliveira

Acadêmico de Direito na Faculdade Moraes Júnior – Mackenzie Rio


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