O esporte como meio de integração social

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No mundo atual, o esporte é uma das
instituições mais sólidas do mundo. Essa afirmação está baseada no fato de a
FIFA congregar  um número maior de
países-membros do que a própria ONU. Ressaltando, que diferentemente do que
ocorre com alguns países que integram a ONU, os integrantes da FIFA cumprem
seus estatutos fielmente, isto porque, no esporte, as pessoas de condições
culturais , sociais e econômicas diversas, se integram por meio da pratica o
desporto. Assim, o esporte é fato social, valer dizer, é algo que socialmente
existe fora das consciências individuais, mas que se impõe como norma
imperativa, capaz de influenciar nos hábitos e costumes dos países de regimes
ditatoriais.

Neste momento, é oportuno lembrar
que nem mesmo as Olimpíada de Berlim, onde Adolf Hitler, no intuito de
demonstrar a superioridade de força da “raça alemã” e não atingir o objetivo do
esporte, manteve-se  fiel aos princípios
do Barão de Coubertin.

Desta forma, é necessário que o
desporto seja colocado à margem da vida política e da religiosa.

Competição e jogo

O professor João Lyra Filho, em sua obra Introdução à
Sociologia dos Desportos, leciona que há diferenciação entre o desporto de
competição e o jogo, para tanto,  afirma
que os “gregos tiveram razão ao estabelecerem
entre a competição e o jogo uma diferença não apenas lingüística. O
fator lúdico não prepondera na competição, mas no jogo considerado simplesmente
como uma distração, um brinquedo ou um divertimento.”

Mais Johan Huizinga, “pouco  predisposto a reconhecer a diferença real que existe entre o  jogo e a competição, inclinou-se à distinção
ao considerar a crítica de Bolkestein(3) às suas idéias”….. Bolkestein o
havia censurado, com razão, por haver ilegitimamente incluído as competições
dos gregos, asa quais vão desde as mais impregnadas de religiosidade até as
mais triviais, na categoria do jogo.”

Mais Huizinga, ainda assim, não estava convencido da
distinção, como informa o Prof. João Lyra Filho: “Os desportos revelaram-se já
numa faz evoluída da cultura e como emanação dela.  A despeito desta verdade, cada vez mais evidente, Huizinga não
desejou dar a mão a palmatória. Apesar de seu apreço à lúdica interpretação da
cultura grega apresentada pelo Prof, Bolkestein e apesar de não ser a língua
grega a única a estabelecer  distinção
entre a competição e o jogo, ele manteve-se convencido da existência de uma
identidade profunda entre ambos.” Contudo, João Lyra Filho esclarece que “a
História e a Sociologia dos fatos contraditam seu juízo[1]
em termos irretorquíveis”isto porque, “a distinção terminológica  não é um jogo no vocabulário  grego; ela corresponde a uma diferença  sociológica, senão mesmo psicológica e
biológica, profundamente arraigada
entre o jogo e a competição. É certo que o idioma latino cobre todo o
terreno  como uma única palavra.”

O Prof. João Lyra Filho, em
conclusão sobre o conceito de competição e jogo, aduz que “hoje o quadro se
apresenta com tela e moldura diferentes. Os desportos propriamente ditos
absorveram o que havia de cultura nas competições agonísticas e o que há
de  seriedade nos jogos lúdicos; a
seriedade porventura existente nos jogos lúdicos parece corresponder  ao estado de tensão  que ela às vezes provoca. O jogo deixa de
ser desportivo, para constituir apenas diversão, quando só exige habilidade,
atenção e argúcia, que não são fatores culturais.”


Notas:

[1] Refere-se à
posição de Huizinga antes mencionada.

 


 

Informações Sobre o Autor

 

Rogério José Pereira Derbly

 

Advogado; Ex-Assessor Jurídico das Secretarias Municipais de Urbanismo e Meio Ambiente do Município do Rio de Janeiro 1995-2001

 


 

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