Pular para o conteúdo
Âmbito
Jurídico
Menu

Sou obrigado a chamar um advogado de doutor

Publicado em

Uma das dúvidas mais comuns entre clientes e até mesmo entre profissionais de outras áreas é se existe obrigatoriedade em chamar um advogado de “doutor”. Essa prática, bastante difundida no Brasil, levanta questionamentos sobre formalidade, tradição e legislação.

Neste artigo, explicaremos se é realmente necessário chamar advogados de doutores, explorando a origem histórica desse tratamento e analisando o que a lei determina.

A origem do tratamento de doutor para advogados

A tradição de chamar advogados de doutor remonta ao período do Império no Brasil. Em 1827, com a criação dos primeiros cursos de Direito no país, foi estabelecido que os bacharéis formados nessas faculdades poderiam ser tratados como doutores.

Na época, o título tinha como objetivo conferir prestígio e reconhecimento aos profissionais formados em Direito, uma área considerada essencial para o desenvolvimento do sistema jurídico e do Estado.

No entanto, com o passar do tempo, o conceito de doutorado mudou, sendo hoje utilizado para quem obtém o título acadêmico após pós-graduação strictu sensu (doutorado).

O que diz a lei sobre chamar advogado de doutor

Não há qualquer determinação legal que obrigue o uso do termo “doutor” para se referir a advogados. A Constituição Federal de 1988, o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei nº 8.906/1994) e o Código de Ética da OAB não impõem essa exigência.

Portanto, chamar um advogado de doutor é mais uma prática social do que uma obrigação formal.

O uso do título de doutor na sociedade brasileira

No Brasil, o título de doutor costuma ser atribuído a profissionais que possuem um grau acadêmico de doutorado. No entanto, algumas profissões, como advogados, médicos e dentistas, tradicionalmente recebem esse tratamento, independentemente de possuírem ou não o título acadêmico.

Esse hábito cultural não está vinculado a um requisito legal, mas à prática consolidada ao longo do tempo, reforçada pela formalidade que envolve essas profissões.

Chamar o advogado de doutor é uma demonstração de respeito?

Embora não seja obrigatório, tratar um advogado como doutor é considerado uma forma de respeito e cordialidade, especialmente em ambientes formais. Essa prática pode ser mais comum em tribunais e audiências, onde o uso de linguagem formal é esperado.

Por outro lado, muitos advogados não exigem ser chamados de doutor e preferem um tratamento mais informal, especialmente em interações cotidianas.

E se eu optar por não usar o título de doutor?

Não há qualquer penalidade legal para quem opta por não usar o tratamento de doutor ao se referir a um advogado. No entanto, é importante observar o contexto e o perfil do profissional para evitar mal-entendidos ou possíveis constrangimentos.

Nos casos em que o advogado prefira ser chamado por outro tratamento, como “senhor” ou pelo próprio nome, o ideal é respeitar essa preferência.

Perguntas e respostas

Qual a forma correta de chamar um advogado?

A forma mais comum de tratamento para advogados é “doutor” ou “senhor(a)”, mas não há obrigatoriedade legal. O uso do primeiro termo é mais tradicional e comumente aceito em ambientes formais.

Tem que chamar o advogado de doutor?

Não. Não existe lei que obrigue o uso desse tratamento. É apenas uma tradição mantida em ambientes mais formais.

É obrigatório chamar alguém de doutor?

Não. O título de doutor só é tecnicamente exigido para quem possui doutorado acadêmico. Nos demais casos, o uso é opcional e costuma ser uma demonstração de respeito.

Qual a lei que diz que advogado é doutor?

Não há lei específica que determine o uso do título de doutor para advogados. A prática teve origem na Lei de 11 de agosto de 1827, mas não é mais uma obrigação formal.

Conclusão

Chamar um advogado de doutor não é uma obrigação legal, mas sim uma tradição cultural enraizada no Brasil. Embora muitos advogados considerem o termo uma forma de respeito, não existe previsão legal que imponha essa prática.

O mais importante é manter o respeito e a cordialidade no tratamento com os profissionais do Direito, independentemente do uso do título de doutor. Caso tenha dúvidas sobre como se referir a um advogado, basta perguntar diretamente como ele prefere ser tratado, evitando qualquer tipo de desconforto.

Textos oficiais mencionados no artigo

Precisa de ajuda jurídica para resolver um problema?
Fale agora com um especialista →