Concurso público deve continuar em alta mesmo após Reforma Administrativa, prevê especialista

0

Para Renato Saraiva, CEO do Grupo CERS, remuneração e benefícios como férias de 60 dias e licença-prêmio ainda serão atrativos para cargos por parte dos “concurseiros de profissão”

Considerada iminente por alguns especialistas, a aprovação do atual texto da reforma administrativa, enviada pelo governo federal ao Congresso neste mês, deve provocar mudanças importantes nos próximos concursos públicos. Apesar de prever o fim da estabilidade como principal bandeira, o interesse pela administração pública deve continuar: remuneração mais alta que no setor privado, férias de 60 dias e a licença-prêmio em cargos típicos do Estado devem ser os principais motivos.

Historicamente, o serviço público paga melhor que a iniciativa privada na maioria dos cargos”, avalia Renato Saraiva, CEO do Grupo CERS, especializada em cursos de preparação para concursos e EAD jurídico. “Outra observação importante é que cargos como Magistratura, Ministério Público e Procuradorias não terão mudanças, mantendo-se o direito às vantagens atuais”.

De acordo com o levantamento mais recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2017, o Brasil possui cerca de 11 milhões de funcionários públicos. De acordo com o estudo, apenas naquele ano foram R$ 750,9 bilhões em pagamentos para servidores ativos, o que representa uma fatia de 10,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Logo, a expectativa da reforma administrativa é diminuir o inchaço da máquina público em médio prazo.

Concurseiros “de profissão” permanecerão interessados

A retração de concursos na pandemia da Covid-19 afetou, sim, a quantidade de vagas à disposição. Na avaliação do CEO do Grupo CERS, no entanto, o que deve ocorrer é o aumento de concorrência entre os concurseiros “de profissão”: pessoas que se dedicam constantemente a passar em vagas mais concorridas e melhores, e não apenas em um concurso único, por assim dizer.

São pessoas que, justamente, buscam serviços como os nossos: estudantes que aproveitam serviços de videoaulas, planos de estudos e fazem acompanhamentos com coachs, entre outros”, diz Saraiva. “Ter esse tipo de foco exige disposição e dinheiro. Logo, a reforma administrativa não deve afastar esses estudantes mais focados”.

Cursos preparatórios para concursos não devem ser afetados

Com mais de 1 milhão de alunos que já participaram dos cursos preparatórios para concursos, a direção do CERS acredita que não haverá desinteresse, em curto prazo, pelas áreas jurídica, policial, fiscal, e administrativa, entre outras.

O estudo online cresce ano após ano – a procura por pós-graduação em Direito, no EAD, cresceu 52% no CERS apenas durante a pandemia – então o interesse pelos concursos permanecerão um atrativo para diversos tipos de profissionais”, avalia Saraiva. “Mesmo com o fim da estabilidade, principal ponto da reforma, o serviço público ainda permanecerá como sinônimo de boa remuneração e vantagens de carreira. Agora, o que devemos aguardar é o texto final da PEC”.

Concursos em andamento podem ser afetados?

Uma grande dúvida que cerca os atuais estudantes é se os processos seletivos em andamento poderão ter o edital alterado após a aprovação da reforma. Para Saraiva, a resposta é sim. “O texto precisa deixar claro o que prevê a PEC (proposta de emenda à constituição), mas o concursando só se torna funcionário público após a assinatura de um documento”, diz.

Tais mudanças já ocorreram antes, na história recente brasileira, como quando, em 1996, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, retirou o direito ao anuênio de funcionários do Banco do Brasil, entre outras estatais. Até hoje, há casos correndo na justiça reivindicando o direito.

Para valer de verdade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 deverá ser aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado.

Sobre o CERS

O Grupo CERS é especialista no aperfeiçoamento e no direcionamento de carreiras por meio de ensino online. Os cinco braços do Grupo CERS são – CERS Cursos Online, Faculdade CERS, Aprenda, Ad Verum Suporte Educacional e Videofront – juntas, as empresas do Grupo oferecem cursos para o Exame da AOB, concursos públicos, pós-graduação e mestrado, soluções comerciais e audiovisuais, além de uma plataforma de marketplace para produtores de conteúdo. No DNA do CERS está a educação com qualidade, unida à tecnologia, interatividade e muita inovação. Fundado e presidido por Renato Saraiva desde 2009, completam o comando do grupo educacional Guilherme Saraiva (VP Executivo), Francisco Penante (VP da Aprenda) e Bruno Viana (VP Pedagógico).

Você quer atrair muitos clientes para o seu escritório e ganhar mais dinheiro?
Clique AQUI e participe gratuitamente da Semana do Marketing Jurídico!
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar Leia Mais Aceitar Leia mais