Auxílio-acidente para professor de pilates com dor lombar

O professor de pilates com dor lombar pode ter direito ao auxílio-acidente quando a lesão na coluna deixa uma sequela permanente que reduz sua capacidade de trabalho, mesmo que ele consiga continuar dando aulas. O benefício pode ser devido quando a dor lombar decorre de acidente, esforço físico, queda, movimento brusco, sobrecarga ou agravamento traumático durante a atividade profissional, desde que fique comprovado que a limitação interfere nas funções habituais do professor.

Índice do artigo

O que é o auxílio-acidente

O auxílio-acidente é um benefício pago pelo INSS ao segurado que sofre um acidente e, depois da recuperação inicial, permanece com sequela definitiva ou duradoura que reduz sua capacidade para o trabalho.

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Ele não exige incapacidade total. Isso significa que o professor de pilates pode continuar trabalhando e, ainda assim, ter direito ao benefício, desde que sua capacidade profissional tenha sido diminuída.

No caso do professor de pilates, a análise costuma envolver movimentos repetitivos, demonstração de exercícios, correção postural de alunos, ajustes manuais, permanência em pé, flexões de tronco, rotações, agachamentos, uso de aparelhos e esforço físico constante.

Se a dor lombar passa a limitar essas atividades, pode existir redução da capacidade laboral.

Por que a dor lombar pode afetar tanto o professor de pilates

A lombar participa diretamente da estabilidade, mobilidade e sustentação corporal. Para um professor de pilates, essa região é ainda mais importante porque o trabalho depende de controle postural, demonstração de movimentos e capacidade de orientar o aluno com segurança.

O professor muitas vezes precisa se inclinar, ajoelhar, agachar, levantar, girar o tronco, auxiliar alunos em aparelhos, ajustar molas, modificar cargas e demonstrar exercícios repetidamente.

Mesmo quando a dor não impede totalmente o trabalho, ela pode reduzir a qualidade da execução profissional, aumentar o esforço, limitar determinados movimentos e tornar a jornada mais desgastante.

Por isso, a dor lombar não deve ser analisada apenas como um incômodo comum. Em algumas situações, ela representa uma sequela funcional com impacto direto na profissão.

Dor lombar comum e sequela previdenciária

Nem toda dor lombar gera direito ao auxílio-acidente. Para o benefício ser concedido, é necessário que exista sequela permanente e redução da capacidade para o trabalho.

Uma dor passageira, causada por esforço eventual e resolvida em poucos dias, normalmente não basta. O mesmo ocorre com desconfortos leves sem limitação funcional comprovada.

A situação muda quando há diagnóstico médico consistente, exames compatíveis, histórico de acidente ou esforço relacionado ao trabalho, tratamento realizado e permanência de limitação.

Por exemplo, um professor que sofre uma lesão lombar ao auxiliar um aluno em equipamento, passa por tratamento, fisioterapia e afastamento, mas retorna com dor crônica, limitação para flexão e dificuldade para demonstrar exercícios pode ter um caso previdenciário relevante.

Acidente de trabalho, doença ocupacional e acidente de qualquer natureza

A dor lombar do professor de pilates pode ter diferentes origens jurídicas.

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Pode decorrer de um acidente de trabalho típico, como uma queda, torção, esforço súbito ou lesão ocorrida durante uma aula.

Também pode estar relacionada a doença ocupacional, quando a atividade profissional contribui para o surgimento ou agravamento do problema lombar ao longo do tempo.

Ainda pode decorrer de acidente de qualquer natureza, quando o evento acontece fora do trabalho, mas deixa sequela que reduz a capacidade profissional.

No caso do professor de pilates, é comum existir discussão sobre esforço repetitivo, sobrecarga física, má postura mantida durante aulas, auxílio manual a alunos e agravamento de problemas pré-existentes.

Professor de pilates empregado e professor autônomo

A categoria previdenciária do professor é muito importante.

O professor de pilates empregado com carteira assinada, em regra, está entre os segurados que podem receber auxílio-acidente, desde que preenchidos os requisitos.

Já o professor autônomo, contribuinte individual ou MEI pode enfrentar maior dificuldade administrativa, pois o INSS costuma restringir o auxílio-acidente a determinadas categorias de segurados.

Isso não significa que a dor lombar não exista ou que a limitação não seja real. Significa que a análise jurídica precisa considerar a forma de contribuição ao INSS e o enquadramento previdenciário.

Por isso, antes de avaliar apenas a lesão, é necessário verificar como o professor contribui: empregado, prestador de serviço, contribuinte individual, MEI, sócio de estúdio ou segurado em outra condição.

Requisitos para o auxílio-acidente

Para o professor de pilates receber auxílio-acidente por dor lombar, alguns requisitos precisam estar presentes.

Requisito O que significa na prática
Qualidade de segurado O professor precisa estar vinculado ao INSS na época do acidente ou dentro do período de graça
Evento causador Pode ser acidente, esforço súbito, queda, trauma ou agravamento relacionado à atividade
Lesão consolidada O quadro deve ter passado pela fase inicial de tratamento
Sequela permanente Deve existir limitação que permaneceu após a recuperação
Redução da capacidade A sequela deve dificultar o trabalho habitual como professor de pilates
Prova médica Exames, relatórios e prontuários devem demonstrar diagnóstico e limitação
Nexo causal Deve haver relação entre o evento ou atividade e a dor lombar incapacitante

O requisito mais discutido costuma ser a redução da capacidade. O professor precisa demonstrar que a lombalgia, hérnia, protusão, lesão discal, radiculopatia ou outra alteração não é apenas um achado de exame, mas uma condição que afeta sua atividade profissional.

A dor lombar precisa estar ligada a um acidente?

Para o auxílio-acidente, é necessário haver relação com acidente ou evento equiparado. Quando a dor lombar surge de forma gradual pelo trabalho, pode haver discussão sobre doença ocupacional equiparada a acidente de trabalho.

Isso é importante porque muitos problemas lombares não aparecem em um único dia. Eles podem surgir após meses ou anos de movimentos repetitivos, esforço físico, flexões, rotações, sustentação de alunos e postura inadequada.

Em outros casos, existe um evento claro: o professor se machuca ao segurar um aluno que perdeu o equilíbrio, ao mover um aparelho, ao demonstrar um exercício avançado ou ao levantar carga de forma brusca.

Quanto mais claro for o evento, mais fácil tende a ser a prova. Quando o problema é gradual, a documentação precisa demonstrar a relação entre atividade e lesão.

Exemplos de situações que podem gerar o benefício

Um professor de pilates pode desenvolver dor lombar após tentar impedir a queda de um aluno durante exercício no reformer. O esforço súbito causa crise lombar, exames mostram hérnia ou lesão discal, e mesmo após tratamento permanece limitação para flexionar o tronco e demonstrar movimentos.

Outro exemplo é o professor que trabalha há anos em estúdio, realiza demonstrações repetidas, ajusta molas, auxilia alunos com limitações físicas e passa a desenvolver lombalgia crônica com redução funcional. Se ficar comprovado que o trabalho contribuiu para a lesão ou agravamento, pode haver discussão previdenciária.

Também pode ocorrer acidente ao carregar ou deslocar equipamentos, retirar acessórios, montar estrutura de aula ou realizar exercício demonstrativo com sobrecarga.

A hérnia de disco pode gerar auxílio-acidente?

A hérnia de disco pode gerar auxílio-acidente quando decorre de acidente ou agravamento relacionado ao trabalho e deixa sequela permanente com redução da capacidade laboral.

A simples presença de hérnia no exame não garante o benefício. Muitas pessoas têm alterações na coluna sem sintomas relevantes. O que importa é a repercussão funcional.

No caso do professor de pilates, uma hérnia lombar pode limitar flexões, rotações, permanência em pé, demonstração de exercícios, apoio manual aos alunos e capacidade de realizar movimentos com segurança.

Se houver dor irradiada para perna, formigamento, perda de força, alteração de sensibilidade ou limitação persistente, a prova pode se tornar mais forte.

Protusão discal, lombalgia e desgaste na coluna

Além da hérnia de disco, outros diagnósticos podem aparecer nos casos de dor lombar: protusão discal, abaulamento discal, artrose facetária, discopatia degenerativa, lombociatalgia, espondilolistese, contratura crônica, radiculopatia e síndrome dolorosa lombar.

Esses diagnósticos precisam ser avaliados com cuidado. Alguns podem ter origem degenerativa, outros podem ser agravados por esforço físico ou acidente.

No auxílio-acidente, o ponto principal não é apenas o nome da doença, mas a sequela funcional. O professor precisa demonstrar que a condição reduz sua capacidade habitual.

Um exame de imagem sem limitação clínica pode não ser suficiente. Por outro lado, uma limitação bem documentada, mesmo com alterações moderadas, pode ter grande relevância.

Dor lombar e redução da capacidade do professor de pilates

A redução da capacidade para o professor de pilates pode aparecer de várias formas.

Ele pode ter dificuldade para demonstrar exercícios no solo, limitar movimentos de flexão e extensão da coluna, evitar rotações, não conseguir sustentar determinadas posturas, reduzir o número de aulas por dia ou precisar adaptar sua atuação.

Também pode perder capacidade de auxiliar alunos fisicamente, especialmente idosos, gestantes, pessoas em reabilitação ou alunos com dificuldade de equilíbrio.

Em muitos casos, o professor continua trabalhando, mas com dor, pausas frequentes, uso de medicação, limitação de agenda e necessidade de evitar determinados exercícios.

Essa redução parcial é justamente o tipo de situação que pode justificar o auxílio-acidente.

A importância da atividade habitual

A profissão precisa ser analisada com profundidade. Um mesmo problema lombar pode ter impactos diferentes conforme o trabalho exercido.

Uma pessoa que trabalha sentada pode conviver com determinada limitação lombar com menos impacto funcional. Já um professor de pilates depende diretamente do corpo para ensinar, corrigir, demonstrar e proteger os alunos.

Por isso, o processo deve descrever as tarefas reais do professor:

Aulas individuais e coletivas

Demonstração de exercícios

Ajuste de equipamentos

Correção postural

Auxílio manual a alunos

Permanência em pé

Agachamentos e flexões

Movimentos repetitivos

Controle corporal constante

Atendimento a alunos com limitações físicas

Quanto mais detalhada for essa descrição, mais fácil será demonstrar a redução da capacidade.

Auxílio-acidente não exige incapacidade total

O professor de pilates não precisa estar completamente impedido de trabalhar para ter direito ao auxílio-acidente.

Esse é um ponto essencial. O benefício é devido quando há redução da capacidade, ainda que parcial.

Se o professor não consegue mais realizar algumas tarefas, precisa diminuir a carga horária, evita determinados movimentos, sente dor persistente ou depende de adaptações, pode haver redução laboral.

A incapacidade total poderia justificar outro benefício, como o benefício por incapacidade temporária ou aposentadoria por incapacidade permanente. O auxílio-acidente, por sua vez, trata da sequela parcial.

Diferença entre auxílio-acidente e benefício por incapacidade temporária

O benefício por incapacidade temporária é pago quando o segurado está temporariamente incapaz de trabalhar. É comum nos períodos de crise lombar intensa, pós-cirurgia, tratamento conservador, fisioterapia ou afastamento médico.

O auxílio-acidente surge depois, quando a lesão se estabiliza e resta uma sequela.

Imagine um professor de pilates que sofre lesão lombar durante uma aula e fica afastado por quatro meses. Após tratamento, recebe alta, mas retorna com dor crônica e limitação para demonstrar movimentos. O primeiro benefício pode ter sido temporário. O segundo, se comprovada a sequela, pode ser o auxílio-acidente.

Precisa ter recebido benefício por incapacidade antes?

Não obrigatoriamente. O recebimento anterior de benefício por incapacidade temporária pode ajudar, mas não é requisito indispensável em todos os casos.

Muitos professores continuam trabalhando mesmo com dor lombar, por medo de perder renda, alunos ou espaço no estúdio. Outros fazem tratamento particular e não pedem afastamento ao INSS.

Ainda assim, se houver documentação médica demonstrando acidente, sequela e redução da capacidade, o auxílio-acidente pode ser discutido.

Porém, a ausência de afastamento pode tornar a prova mais difícil. Por isso, relatórios médicos detalhados ganham ainda mais importância.

A Comunicação de Acidente de Trabalho

Quando a dor lombar decorre de acidente ocorrido no trabalho, a CAT pode ser importante.

A Comunicação de Acidente de Trabalho registra oficialmente que houve acidente laboral ou doença relacionada ao trabalho. No caso do professor empregado, a empresa deve emitir a CAT quando houver acidente ou suspeita de doença ocupacional.

Se a empresa não emitir, outros legitimados podem emitir, conforme o caso.

A falta de CAT não impede automaticamente o reconhecimento do direito, mas pode dificultar a prova. Outros documentos podem suprir essa ausência, como prontuários, testemunhas, mensagens, relatórios médicos, atestados e registros internos do estúdio.

Como provar a dor lombar relacionada ao trabalho

A prova deve ser construída a partir de três pontos: o que aconteceu, qual lesão surgiu e como ela afeta o trabalho.

O primeiro ponto envolve demonstrar o acidente, esforço ou rotina laboral. Podem ser usados relatos, testemunhas, mensagens, agenda de aulas, vídeos, registros do estúdio e descrição das atividades.

O segundo ponto exige prova médica: prontuários, exames, relatórios, atestados, receitas, laudos de fisioterapia e avaliações funcionais.

O terceiro ponto é a relação com a profissão. O professor deve mostrar quais movimentos não consegue mais realizar, quais atividades precisou reduzir e quais adaptações foram necessárias.

Relatório médico ideal

O relatório médico é uma das provas mais importantes.

Ele deve informar o diagnóstico, a história clínica, o possível nexo com o acidente ou atividade, os tratamentos realizados, os exames analisados, a existência de sequela e as limitações funcionais.

Para um professor de pilates, o relatório deve ser específico. Não basta dizer “paciente com lombalgia”. É melhor indicar limitações como dificuldade para flexão do tronco, restrição para agachar, dor ao permanecer em pé, limitação para carregar peso, restrição para movimentos repetitivos, dor irradiada, perda de força ou necessidade de evitar esforço físico.

Também é importante que o médico explique se a limitação é permanente ou de longa duração.

Exames importantes

Os exames mais utilizados em casos de dor lombar incluem ressonância magnética, radiografia, tomografia e eletroneuromiografia.

A ressonância pode identificar hérnia, protusão, alterações discais, compressões, inflamações e alterações degenerativas.

A eletroneuromiografia pode ajudar quando há suspeita de comprometimento neurológico, como dor irradiada, formigamento, dormência ou perda de força.

Mas os exames não devem ser analisados isoladamente. O mais importante é a conexão entre exame, sintomas, limitação e profissão.

Um exame alterado sem incapacidade funcional pode não bastar. Já um conjunto coerente de exames, relatórios e limitações práticas pode fortalecer muito o pedido.

Prova da rotina profissional do professor

Além dos documentos médicos, o professor deve provar como trabalha.

Podem ser usados contrato de trabalho, carteira assinada, escala de aulas, descrição de função, agenda, fotos do ambiente, vídeos demonstrativos, depoimentos de alunos, mensagens com o estúdio e documentos que mostrem a carga de trabalho.

Se o professor atendia alunos com necessidades especiais, idosos, gestantes ou pacientes em reabilitação, isso pode reforçar a exigência física da atividade.

A rotina do professor de pilates não é apenas verbal. Ela envolve prática corporal constante. Essa realidade deve ficar clara no processo.

Dor degenerativa e agravamento pelo trabalho

Um dos principais argumentos usados para negar casos de coluna é dizer que a doença é degenerativa.

Realmente, muitas alterações lombares podem ter componente degenerativo. Porém, isso não encerra a análise.

Mesmo quando existe predisposição ou alteração anterior, o trabalho pode agravar, acelerar ou tornar sintomático um quadro antes controlado.

Para o professor de pilates, a repetição de movimentos, esforço físico e exigência corporal podem contribuir para agravamento de lesões lombares.

O ponto central é provar que houve piora funcional relacionada ao acidente ou à atividade profissional.

O que o INSS costuma avaliar

Na perícia, o INSS costuma observar diagnóstico, exames, sinais clínicos, mobilidade, força, sensibilidade, histórico de tratamento, profissão e possibilidade de retorno ao trabalho.

Em casos de lombalgia, pode haver negativa quando o perito entende que não existe sequela permanente, que a dor é subjetiva, que o exame não demonstra gravidade ou que a atividade profissional não foi reduzida.

Por isso, o professor deve levar documentos completos e explicar de forma prática como a dor interfere na aula.

Não basta dizer “sinto dor”. É importante dizer: “não consigo demonstrar exercícios de flexão”, “não consigo auxiliar alunos em determinados aparelhos”, “precisei reduzir aulas”, “não consigo permanecer em pé por muitas horas”, “tenho crises após determinados movimentos”.

Como se preparar para a perícia

O professor deve organizar os documentos em ordem cronológica.

Primeiro, documentos que mostram o acidente ou início dos sintomas. Depois, prontuários, exames, tratamentos, fisioterapia, atestados, afastamentos e relatórios atuais.

Na perícia, deve falar com clareza, sem exageros e sem omissões. Deve explicar sua atividade profissional, a origem da dor, os tratamentos realizados e as limitações atuais.

Também deve evitar respostas genéricas. A perícia precisa compreender a rotina real do pilates.

Uma boa explicação pode fazer diferença: “dou seis aulas por dia, preciso demonstrar exercícios, ajustar equipamentos, ajudar alunos a subir e descer dos aparelhos, corrigir postura e permanecer em pé. Depois da lesão, não consigo mais fazer isso como antes”.

Quando o professor consegue continuar trabalhando

Muitos professores continuam trabalhando, mas mudam a forma de atuar.

Passam a demonstrar menos exercícios, pedem apoio a colegas, evitam alunos mais dependentes, reduzem a agenda, aumentam intervalos, usam medicação e limitam aulas mais intensas.

Isso não elimina o direito ao auxílio-acidente. Pelo contrário, pode demonstrar que houve redução da capacidade.

O benefício não exige que o professor abandone a profissão. Ele indeniza a perda parcial da capacidade habitual.

Quando pode haver aposentadoria por incapacidade

Em situações mais graves, a dor lombar pode impedir totalmente o professor de pilates de trabalhar.

Isso pode ocorrer quando há dor incapacitante, limitação severa, comprometimento neurológico, perda de força importante, necessidade cirúrgica, impossibilidade de permanecer em pé ou risco de agravamento.

Nesses casos, pode ser analisado benefício por incapacidade temporária ou aposentadoria por incapacidade permanente, conforme a duração e gravidade do quadro.

O auxílio-acidente é mais adequado quando existe sequela parcial e permanente, mas o professor ainda consegue trabalhar com limitações.

Valor do auxílio-acidente

O auxílio-acidente é uma indenização mensal paga pelo INSS. Seu valor depende das regras previdenciárias e do histórico contributivo do segurado.

Ele não substitui integralmente a remuneração do professor. Sua finalidade é compensar a redução da capacidade de trabalho.

Como o professor pode continuar trabalhando, o benefício funciona como complemento indenizatório diante da sequela permanente.

A análise do valor exige verificação do salário de benefício, contribuições e regra aplicável ao caso concreto.

Data de início do benefício

A data de início pode variar conforme o caso.

Quando o segurado recebeu benefício por incapacidade temporária, o auxílio-acidente pode ser discutido a partir da cessação desse benefício, se já existia sequela consolidada.

Quando não houve benefício anterior, a data pode depender do pedido administrativo e da comprovação médica.

Essa discussão é importante porque pode gerar valores atrasados. Se o INSS deveria ter concedido o benefício antes e não concedeu, pode haver direito ao pagamento retroativo.

O que fazer se o INSS negar

Se o INSS negar o auxílio-acidente, o professor pode avaliar recurso administrativo ou ação judicial.

Na ação judicial, geralmente é realizada perícia médica com profissional nomeado pelo juiz. Essa perícia pode analisar a dor lombar, os exames, a atividade de professor de pilates e a redução da capacidade.

Antes de recorrer ou entrar com ação, é importante entender o motivo da negativa. A resposta muda conforme o problema apontado.

Se o INSS negou por ausência de sequela, é necessário reforçar a prova funcional. Se negou por falta de nexo, é preciso demonstrar relação com acidente ou trabalho. Se negou pela categoria de segurado, é preciso analisar o enquadramento previdenciário.

Erros que prejudicam o pedido

Um erro comum é apresentar apenas exame de imagem sem relatório médico funcional.

Outro erro é não descrever a profissão. O perito pode imaginar que o professor apenas orienta verbalmente os alunos, quando na verdade usa o corpo de forma constante.

Também prejudica o caso não registrar acidente, não pedir CAT quando cabível, não guardar atestados, não buscar tratamento regular ou apresentar informações contraditórias.

Além disso, muitos segurados tentam provar apenas a dor, mas não provam a redução da capacidade para o trabalho. No auxílio-acidente, essa redução é indispensável.

Perguntas e respostas sobre auxílio-acidente para professor de pilates com dor lombar

Professor de pilates com dor lombar tem direito ao auxílio-acidente?

Pode ter, se a dor lombar decorrer de acidente ou condição relacionada ao trabalho e deixar sequela permanente que reduza sua capacidade para dar aulas.

Precisa estar totalmente incapacitado?

Não. O auxílio-acidente exige redução parcial da capacidade, não incapacidade total.

Hérnia de disco dá direito ao benefício?

Pode dar, se houver relação com acidente ou trabalho e se a hérnia causar sequela funcional que prejudique a atividade profissional.

Lombalgia comum gera auxílio-acidente?

Nem sempre. É necessário comprovar sequela permanente e redução da capacidade. Dor passageira ou sem limitação funcional normalmente não basta.

O professor pode continuar trabalhando e receber?

Sim. O auxílio-acidente permite que o segurado continue trabalhando, pois tem natureza indenizatória.

Precisa ter CAT?

Quando o caso envolve acidente de trabalho ou doença ocupacional, a CAT ajuda muito. Porém, sua ausência não impede totalmente a discussão, se houver outras provas.

Professor autônomo pode receber auxílio-acidente?

Pode haver dificuldade, pois o INSS costuma restringir o benefício a determinadas categorias de segurados. O caso precisa ser analisado conforme a forma de contribuição.

Quais exames ajudam?

Ressonância magnética, radiografia, tomografia e eletroneuromiografia podem ajudar, mas precisam estar acompanhados de relatório médico e prova de limitação funcional.

O INSS pode negar mesmo com ressonância alterada?

Sim. O exame alterado não basta sozinho. É necessário demonstrar sequela e redução da capacidade para o trabalho habitual.

O que deve constar no relatório médico?

Diagnóstico, histórico, tratamento, exames, limitação funcional, impacto na atividade de professor de pilates e indicação de sequela permanente ou duradoura.

Dor lombar degenerativa impede o benefício?

Não necessariamente. Mesmo uma condição degenerativa pode ser agravada pelo trabalho ou por acidente, desde que isso seja comprovado.

Se o professor reduziu a carga horária, isso ajuda?

Sim. A redução de aulas, adaptações e limitações na rotina podem ajudar a demonstrar perda parcial da capacidade.

O benefício pode gerar atrasados?

Pode, dependendo da data em que o direito ficou comprovado e da data do pedido ou cessação de benefício anterior.

Vale a pena entrar na Justiça?

Pode valer quando há sequela real, documentos médicos consistentes e impacto comprovado no trabalho, especialmente se o INSS negou o pedido de forma inadequada.

Conclusão

O auxílio-acidente para professor de pilates com dor lombar é possível quando a lesão na coluna deixa uma sequela permanente que reduz a capacidade de exercer a atividade profissional. O benefício não exige incapacidade total, nem impede que o professor continue trabalhando.

O ponto principal é demonstrar que a dor lombar não é apenas um desconforto eventual, mas uma limitação funcional que interfere nas aulas, demonstrações, correções posturais, permanência em pé, flexões, rotações e auxílio aos alunos.

A prova deve unir documentos médicos, exames, relatórios, histórico de tratamento, descrição da rotina profissional e elementos que demonstrem o nexo com acidente ou trabalho.

Nos casos de professor empregado, a CAT pode fortalecer a prova quando houver acidente de trabalho ou doença ocupacional. Nos casos de professor autônomo, MEI ou contribuinte individual, a análise previdenciária exige atenção especial à categoria de segurado.

A dor lombar pode parecer comum, mas para quem vive profissionalmente do movimento corporal, ela pode reduzir de forma concreta a capacidade de trabalho. Por isso, o professor de pilates que ficou com limitação após acidente, esforço ou agravamento relacionado à atividade deve avaliar cuidadosamente a possibilidade de pedir o auxílio-acidente ao INSS.

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