Por Angelo Ambrizzi
Implementar uma gestão tributária assertiva é um dos maiores desafios de todo empreendedor. Isto porque a legislação tributária é vasta e complexa, além da carga tributária ser excessiva.
O Brasil é um dos países com maior arrecadação tributária mundial. Mesmo em meio à crise pandêmica, cerca de R$ 1.685 trilhão foram arrecadados em 2021 – quantia recorde notada pela Receita Federal.
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Consultar jurimetria agora →Felizmente, importantes avanços tecnológicos estão ajudando na tomada de decisões em várias áreas empresariais, contribuindo para um gerenciamento eficaz tanto dos tributos quanto das finanças.
Cerca de 40% das companhias nacionais já adotam a Inteligência Artificial em algum processo de seu negócio, de acordo com um levantamento encomendado pela IBM e realizado pela Morning Consult.
É inegável que a inteligência artificial empregada nos processos industriais pode aumentar em muito a produtividade, contribuindo com maior conhecimento da força de trabalho, segundo um estudo feito pela IDC – ideia que, certamente, é aplicada ao controle de fluxo de caixa.
Com a IA aplicada à gestão tributária, os responsáveis por tomar as decisões estratégicas do negócio conseguem visualizar, em planilhas interativas, os dados gerenciais de passivos e ativos tributários, além de obter diversos cenários de pagamento, gerados automaticamente com base no histórico de alterações legislativas, sobretudo na concessão de parcelamentos especiais.
O uso de tecnologia na gestão tributária organizacional, permite a automação do processo de auditoria detalhada de todo o passivo tributário, visando buscar débitos alcançados pela decadência, prescrição, mapeamento de duplicidade de cobranças, vícios nos débitos tributários relacionados à ilegalidade ou inconstitucionalidade de cada caso, com base na análise de dados amplos de acórdãos proferidos pelos tribunais judiciais e administrativos.
Uma vez processadas essas informações, é possível a elaboração de um relatório gerencial, contemplando vários cenários de equalização de dívidas, por meio de parcelamentos, transações, garantias, recuperação de créditos para compensação, etc.
A compilação e análise de dados, transformando-os em informações estratégicas é uma poderosa arma da gestão tributária, viabilizando a modulação financeira da companhia para que arque com seus passivos.
Vale lembrar que o Fisco, sobretudo no âmbito federal, vem utilizando cada vez mais instrumentos tecnológicos e as mais avançadas técnicas de BI (Business Intelligence) na cobrança da dívida ativa. A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, há algum tempo, se utiliza do sistema “PGFN Analytics”, por meio do qual são apresentadas informações relevantes, de forma gráfica, para a tomada de decisão dos procuradores, desde indícios de redução da atividade econômica, dilapidação patrimonial, saída fraudulenta de sócios, fraude à execução fiscal e sucessão empresarial.
O uso cada vez mais frequente de tecnologia pelo Fisco impõe ao contribuinte a necessidade de se apoiar em ferramentas igualmente tecnológicas para gerir suas demandas tributárias de maneira eficiente.
A inteligência humana e artificial precisam ser cruzadas e caminhar conjuntamente, a fim de controlar, com êxito, os passivos e ativos tributários das empresas. Apenas assim, será possível identificar as melhores soluções de pagamentos das dívidas e recuperação de créditos.
Angelo Ambrizzi é advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, APET e FGV com Extensão em Finanças pela Saint Paul e em Turnaround pelo Insper e Líder da área tributária do Marcos Martins Advogados.
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Fundado em 1983, o escritório Marcos Martins Advogados é altamente conceituado nas áreas de Direito Societário, Tributário, Trabalhista e Empresarial. Pautado em valores como o comprometimento, ética, integridade, transparência, responsabilidade e constante especialização e aperfeiçoamento de seus profissionais, o escritório se posiciona como um verdadeiro parceiro de seus clientes.
