O salvador da Pátria

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Ao longo de quase meio século de vida, já é possível colhermos algumas noções sobre o acontece em nosso redor.


Às vésperas de todas as eleições, notamos, a intensa emoção, que contamina ou se propaga entre quase todas as pessoas, motivada pela expectativa de que o próximo eleito, trará a solução rápida e eficaz, para todas as dificuldades e mazelas até então vividas pela coletividade.


Uma face desta realidade, pode ser ilusória, portanto enganosa (daí o verbo contaminar),  porque a maioria das realizações, decorrem da iniciativa individual das pessoas, e não do que fará ou não, o prefeito, governador ou presidente.


Mas, perceptível de outro plano, a acentuada influência das (in)ações governamentais, na vida de cada um dos indivíduos.


Se o governo federal, tomado a exemplo, modifica a taxa de juros, altera o valor do salário mínimo, adota uma linha estatizante ou neoliberal,  protege ou não o mercado em relação ao de outros países, cuida ou descuida das condições das estradas, investe bem ou mal na educação e saúde – o cidadão que se encontra na mais longínqua cidade do País,  possivelmente sentirá na pele, os efeitos destas medidas.


Para ilustração, verificamos de maneira empírica, esta influência com nitidez no agronegócio, que por merecer maior atenção em governos anteriores, serviu como propulsão da economia nacional, e foi motivo de respeito inclusive das nações produtoras estrangeiras, pela descoberta da vocação brasileira neste setor.  


A retração atual da disposição de incrementar, ou pelo menos, evitar que sucumba asfixiado o agronegócio, é de tal evidência, que o próprio termo “agronegócio” raramente é pronunciado pelos agentes dos órgãos governamentais.


Por estas e outras, se revela importante, pensar sobre quem serão os próximos mandatários, inclusive na esfera federal, não sendo assunto reservado aos políticos, servidores da administração ou aos que vivem nas capitais, já que as medidas governamentais, atingem a todos.  


Isto, com ciência, que os salvadores da pátria, naquele sentido ilusório da palavra, de fato existem. 


São identificáveis pelo populismo, forma egoísta de se conquistar ou  se manter no poder, por deixar em segundo plano as reformas estruturais, em prol do assistencialismo capcioso; e se norteiam pelo princípio do  bem por um – ideal sectário, ou fisiológico –  ao invés do  bem comum.  


E são pródigos na formulação de promessas, especialmente, daquelas cuja sonoridade se afina com os ouvidos do eleitor, mas que não são avalizadas pelos feitos verdadeiramente alcançados, que estarão registrados na história do loquaz promitente. 



Informações Sobre o Autor

Ricardo Calil Fonseca

Advogado em Itaberaí, Goiás, atuante desde 1992, nas áreas: cível e trabalhista, inscrito na OAB/GO sob nº. 12.120. Pós-graduado em direito do trabalho, pelo convênio Universidade Católica de Goiás/PUC-SP


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