A ANS publica, regularmente, dois painéis para acompanhar a pressão de reclamações sobre as operadoras — o Índice Geral de Reclamações (IGR), que ranqueia quem proporcionalmente mais recebe queixas, e o Monitoramento da Garantia de Atendimento, que classifica trimestralmente as operadoras por faixas de desempenho com base em reclamações sobre negativa de cobertura e atraso em prazos máximos de atendimento. Não existe um “campeão absoluto” válido o ano todo: os piores resultados variam por período, porte (pequeno, médio, grande) e modalidade (médico-hospitalar ou odontológico). No ciclo mais recente divulgado pela agência para o 4º trimestre de 2024, 120 operadoras ficaram na pior faixa (faixa 3) e 540 na melhor (faixa zero), o que indica onde se concentra, naquele trimestre, a maior insatisfação relativa dos beneficiários. Serviços e Informações do Brasil+2Serviços e Informações do Brasil+2
O que a ANS mede quando fala em “planos com mais reclamações”
A ANS opera dois instrumentos complementares:
Conhecer a lei é obrigatório.
Conhecer o julgador é o que torna a estratégia mais precisa.
Faça uma consulta de jurimetria do seu caso.
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Índice Geral de Reclamações (IGR)
O IGR consolida as reclamações processadas via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP) e as relaciona ao número de beneficiários da operadora, permitindo comparar “quem mais deu problema” em termos proporcionais, não apenas em números absolutos. O ranking pode ser visto por porte, modalidade e período, inclusive com consulta a cada operadora. Serviços e Informações do Brasil+1 -
Monitoramento da Garantia de Atendimento
É um “termômetro trimestral” que coloca as operadoras em faixas de desempenho (da “faixa zero”, melhor, à “faixa 3”, pior), olhando reclamações de negativa de cobertura e descumprimento de prazos máximos. Em 7 de abril de 2025, a ANS informou que, no 4º trimestre de 2024, 540 operadoras ficaram na faixa zero e 120 na faixa 3 (pior desempenho). Serviços e Informações do Brasil+1
Ao combinar IGR (pressão proporcional de queixas) e faixas (pior desempenho em acesso), o leitor tem um mapa mais fiel de “quais planos têm mais reclamações na ANS” no recorte temporal que interessa.
Por que não há um “pior plano” universal e permanente
O setor é heterogêneo: há cooperativas médicas, seguradoras, administradoras, autogestões, filantrópicas, com perfis regionais ou nacionais. O IGR é mensal (ou periódicos curtos), o monitoramento é trimestral, e os resultados oscilam com eventos sazonais (surtos, trocas de rede, fusões), com mudanças regulatórias e com o próprio crescimento/retração de carteiras. A ANS também atualiza metodologias — em 2024, o indicador do monitoramento passou a contemplar uma base ampliada de reclamações “não resolvidas”, o que alterou cortes e comparações. Por isso, o correto é falar em “as operadoras que mais concentraram reclamações no período X” e sempre indicar o recorte usado. Serviços e Informações do Brasil
Como ler o IGR: porte, modalidade e período
O IGR não é “tabela única” de todo o mercado. Para interpretações válidas:
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Selecione o período
Comparar meses distintos sem contexto induz erro. Use séries (média móvel trimestral ou semestral) para ver tendência. -
Defina o porte
Operadoras de grande porte tendem a ter mais exposição; por isso, o IGR compara dentro do porte (pequeno, médio, grande). -
Escolha a modalidade
Planos médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos têm perfis de reclamação diferentes. Filtre corretamente. -
Observe o denominador
Operadora com carteira pequena pode “explodir” o índice com poucos casos; por isso o cruzamento com porte é crucial. Serviços e Informações do Brasil
Como ler o Monitoramento da Garantia de Atendimento
As faixas são um atalho para entender o risco de desassistência e a recorrência de reclamações sobre acesso (negativas e prazos). No 4º trimestre de 2024 (divulgado em 07/04/2025), o retrato foi: 540 operadoras na melhor faixa (zero) e 120 na pior (faixa 3). A reincidência na faixa 3 aciona medidas como suspensão temporária de vendas de planos, até a melhora nos indicadores. Serviços e Informações do Brasil+1
Tendências recentes que ajudam a contextualizar o ranking
Em janeiro–junho de 2025, as reclamações registradas via NIP caíram cerca de 17% em relação ao mesmo período de 2024 (de ~193 mil para ~160 mil), ainda acima do patamar de 2023. Queda de volume agregado, contudo, não significa que todas as operadoras melhoraram: os rankings relativos (IGR e faixas) continuam apontando carteiras com pior experiência do usuário, e é neles que o consumidor deve se guiar para comparação. Futuro da Saúde
Quais planos costumam aparecer com mais reclamações — e como dizer isso sem distorcer
O jeito responsável de responder à pergunta “quais planos têm mais reclamações na ANS” é: para cada trimestre (monitoramento) ou mês (IGR), listar as operadoras com piores posições dentro do seu porte e modalidade. A ANS mantém páginas oficiais e painéis que permitem extrair a lista atualizada a qualquer momento, evitando que notícias antigas confundam o leitor. Em síntese: há listas, mas são dinâmicas, e devem ser lidas por período, porte e modalidade. Serviços e Informações do Brasil
Tabela-guia para interpretar o ranking da ANS
Abaixo, um modelo de leitura que você pode replicar quando consultar os painéis:
| Passo | O que selecionar | Por quê | Resultado esperado |
|---|---|---|---|
| 1 | Defina o período (mês/trim.) | Evita comparar momentos incomparáveis | Conjunto coerente de dados |
| 2 | Escolha a modalidade | Perfis distintos de queixas | Lista só de planos “médico-hospitalares” ou “odontológicos” |
| 3 | Filtre por porte | Equaliza escala | Ranking “justo” dentro do mesmo porte |
| 4 | Ordene por IGR (maior→menor) | Mostra pressão proporcional | Top da lista = “mais reclamações por beneficiário” |
| 5 | Cruze com faixas de monitoramento | Sinaliza risco de acesso/negativas | Operadoras em faixa 3 = pior desempenho no período |
| 6 | Veja série histórica | Distingue pico de tendência | Evita conclusões por um mês atípico |
| 7 | Leia a justificativa | Mudanças de rede, crises, fusões | Contextualiza desvios |
As páginas oficiais da ANS disponibilizam essa navegação e explicam a metodologia de cada indicador. Serviços e Informações do Brasil
O que mais pesa nas reclamações
Historicamente, as categorias que mais alimentam o IGR e a “faixa 3” são negativas de cobertura (procedimentos, materiais, terapias) e descumprimento de prazos máximos para consultas, exames e cirurgias — exata base usada pelo monitoramento de garantia de atendimento. Quando esses dois tipos de queixa aumentam, a posição da operadora piora rapidamente nos painéis. Serviços e Informações do Brasil
Como usar o ranking para tomar decisão prática (sem cair em armadilhas)
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Compare “maçãs com maçãs”
Se você é uma empresa com 300 vidas, compare operadoras do mesmo porte no segmento empresarial, região e rede funcionalmente equivalente. -
Olhe o “agora” e a “linha do tempo”
Uma operadora que esteve na “faixa 3” e melhorou por dois trimestres seguidos pode ser opção viável; outra que oscila entre “faixa zero” e “faixa 3” merece cautela. -
Desconfie de “listas absolutas” fora do site da ANS
Blogs e redes sociais frequentemente replicam rankings desatualizados. Priorize o painel oficial e, se usar reportagens, verifique data e metodologia citada. Serviços e Informações do Brasil
Exemplo didático de leitura de um trimestre hipotético
Imagine o 2º trimestre de um ano “X”:
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Modalidade selecionada: médico-hospitalar, porte grande.
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Ranking IGR aponta Operadoras A, B e C com maiores índices naquele trimestre.
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No cruzamento com o monitoramento, A está na faixa 3 (pior), B na faixa 2 e C na faixa 1.
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Na série histórica, A piorou (subiu de faixa 1 para 3), B estabilizou, C melhorou.
Conclusão: A é a que, naquele trimestre, concentra mais problemas relativos e imediatos, sob dois indicadores distintos. B e C são situações de atenção, mas não críticas, exigindo leitura qualitativa (motivo das queixas, rede, região).
Perguntas comuns sobre nomes específicos
Leitores frequentemente perguntam por grandes marcas. O correto é consultar o painel e “printar” a posição mais recente por porte e período. Exemplos publicados pela imprensa sobre “lista de piores” referem-se a recortes específicos — por exemplo, notícias sobre 120 operadoras posicionadas na pior faixa do 4º trimestre de 2024 — e não substituem a consulta ao painel. Quando necessário, a ANS divulga, junto à classificação trimestral, quais operadoras tiveram planos suspensos por reincidência e mau desempenho. Serviços e Informações do Brasil+1
Conhecer a lei é obrigatório.
Conhecer o julgador torna a estratégia precisa.
Faça uma consulta de jurimetria do seu caso e tome decisões baseadas em dados reais de decisões judiciais.
O que explica subidas e quedas rápidas no ranking
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Mudanças de rede (descredenciamentos sem substituição equivalente)
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Fusões e integrações de carteiras que sobrecarregam sistemas de autorização
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Crises assistenciais regionais (surtos epidemiológicos)
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Alterações regulatórias que mudam critérios de registro de queixas “não resolvidas” — como a adotada para o monitoramento a partir do 4º tri/2024. Serviços e Informações do Brasil
A diferença entre “muitas reclamações” e “baixo desempenho em acesso”
Nem toda operadora com IGR alto estará na “faixa 3”, e vice-versa. O IGR capta a pressão proporcional de queixas; o monitoramento captura a recorrência de problemas de acesso (negativa/prazo). Uma operadora pode receber muitas reclamações administrativas (ex.: reembolso, coberturas não assistenciais) sem violar prazos de atendimento em escala — e outra pode ter reclamações relativamente poucas, mas muito concentradas em negativas críticas. O olhar integrado evita conclusões apressadas. Serviços e Informações do Brasil+1
Como transformar os dados em cláusulas contratuais mais seguras
Para empresas (planos coletivos), use os indicadores para negociar:
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Metas de qualidade com gatilhos de revisão de rede quando a operadora cair em faixa 3 por dois trimestres.
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SLA de autorização para terapias crônicas, com multa contratual por descumprimento de prazo.
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Relatórios trimestrais obrigatórios de IGR e posição no monitoramento.
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Canal de intermediação direta com a régua de prioridade para casos de risco.
Essas cláusulas alinham o contrato ao que a ANS mede, trazendo o incentivo certo.
O que fazer se o seu plano está mal no ranking
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Documente queixas (protocolo ANS/NIP) e acompanhe a resolução.
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Se houver negativa de cobertura ou descumprimento de prazo máximo, use imediatamente os canais da ANS; esses casos pesam no monitoramento e tendem a gerar resposta mais rápida.
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Para pessoa física, avalie portabilidade de carências se a situação se mantém ruim por mais de um ciclo.
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Para empresas, abra mesa de renegociação, vinculando permanência a plano de ação com prazos e metas mensuráveis. Serviços e Informações do Brasil
Tabela prática: checklist para comparar operadoras usando ANS
| Dimensão | Onde olhar | Boa sinalização | Sinal de alerta |
|---|---|---|---|
| IGR no período | Painel “Índice de Reclamações” | Abaixo da média do porte | Top 10 do porte por 2+ meses seguidos |
| Faixa do monitoramento | “Garantia de Atendimento” | Faixa zero ou 1 | Faixa 3 (reincidente) |
| Tendência | Série dos últimos 4–6 trimestres | Queda persistente no IGR e faixas melhores | Oscilação brusca e piora recente |
| Rede assistencial | Relatórios e descredenciamentos | Substituição equivalente | Perdas sem reposição |
| Comunicação e transparência | Respostas às NIPs | Alta TIR (intermediação resolvida) | Alto volume “não resolvido” |
A ANS vem divulgando, inclusive, indicadores de resolução (como a Taxa de Intermediação Resolvida – TIR) para mostrar não só quem recebe mais queixas, mas quem resolve melhor — outro vetor relevante para decisão. fenacor.org.br
Estudos de caso hipotéticos para “traduzir” o painel
Caso A (empresa de médio porte, região Sudeste): duas finalistas oferecem preços próximos. A Operadora X está em “faixa 1” e tem IGR abaixo da média do porte há três trimestres. A Operadora Y está em “faixa 3” recente, IGR alto e descredenciou hospital referência sem substituição. Resultado: X é preferível, mesmo se 3% mais cara, porque provavelmente custará menos judicialização e absenteísmo.
Caso B (pessoa física com doença crônica): o plano atual entrou em “faixa 3” e elevou IGR por dois meses, com queixas de negativa de terapias. O consumidor registra NIP, busca tutela administrativa e, em paralelo, inicia portabilidade para operadora com “faixa zero” e IGR historicamente baixo. A mudança reduz o risco de interrupção do cuidado.
Caso C (operadora sob integração de carteiras): IGR explode por três meses por gargalo de autorização; a empresa monta força-tarefa e volta à “faixa 1” no trimestre seguinte. Aqui, a leitura da linha do tempo evita “condenar” a operadora por um período atípico.
Perguntas e respostas
Como descobrir agora quais são os planos com mais reclamações?
Acesse o painel do IGR e filtre por período, porte e modalidade; depois, cruze com as faixas do Monitoramento da Garantia de Atendimento do trimestre correspondente. As piores posições do IGR e a presença na “faixa 3” mostram, no recorte escolhido, quem concentrou mais problemas relativos. Serviços e Informações do Brasil+1
O que significa uma operadora estar na “faixa 3”?
Que, naquele trimestre, apresentou pior desempenho em acesso (negativas e prazos). A reincidência pode levar à suspensão temporária de vendas de planos até a melhora. Serviços e Informações do Brasil
O volume total de reclamações no país caiu. Isso melhora todos os rankings?
Não. Em jan–jun/2025, houve queda agregada de ~17% nas NIPs em relação a 2024, mas os rankings relativos continuam destacando quem se saiu pior. O que importa é a posição da sua operadora no período e no porte corretos. Futuro da Saúde
Por que “tantos nomes diferentes” em listas pela internet?
Porque citam recortes distintos (mês/porte/modalidade) e, às vezes, metodologias anteriores. A referência é o site da ANS, atualizado e com nota metodológica. Serviços e Informações do Brasil
Sou pessoa física. Devo trocar de plano se minha operadora estiver mal?
Não necessariamente. Primeiro, tente resolver via NIP (muitas queixas se resolvem na intermediação). Se a operadora permanece na “faixa 3” e seu IGR segue alto por mais de um ciclo, avalie a portabilidade, comparando rede, preço e histórico nos painéis. Serviços e Informações do Brasil
Sou empresa. Como uso os dados para negociar?
Inclua metas contratuais ligadas a IGR e faixas, com gatilhos de revisão de rede e SLA de autorização. Peça relatórios trimestrais e plano de ação quando houver piora. Isso reduz risco assistencial e jurídico.
Planos odontológicos entram nessas listas?
Sim. O IGR permite filtrar por modalidade “exclusivamente odontológica”, e o monitoramento também considera negativas e prazos aplicáveis. Selecione o filtro correto. Serviços e Informações do Brasil
A ANS publica a lista nominal das piores operadoras?
Publica o posicionamento por faixas e o ranking do IGR, ambos consultáveis por operadora. Em ciclos específicos, divulga-se também a lista de planos suspensos por reincidência. Serviços e Informações do Brasil
Conclusão
Responder “quais planos de saúde têm mais reclamações na ANS” exige respeito à metodologia e ao tempo: não há um vilão fixo, e sim operadoras que, em cada mês ou trimestre, concentram mais queixas proporcionais (IGR) e pior desempenho em acesso (faixas do monitoramento). A leitura correta passa por três passos: escolher o período, filtrar por porte/modalidade e cruzar IGR com a classificação de garantia de atendimento. Nesse mapa, “pior” significa duas coisas diferentes e complementares: receber mais reclamações por beneficiário e falhar mais em acesso (negativas e prazos).
Para o consumidor e para o jurídico empresarial, isso se traduz em decisões práticas: comparar operadoras “no mesmo campo de jogo”, colocar metas contratuais vinculadas aos indicadores da ANS, agir rápido em casos de negativa/prazo e, quando necessário, migrar com portabilidade. Para o mercado, a mensagem é clara: transparência, cumprimento de prazos, contenção de negativas indevidas e resolução efetiva de NIPs movem a agulha do IGR e das faixas — e, cada vez mais, definem a preferência do comprador.
Se você precisa, hoje, saber “quem está pior”, consulte o painel do IGR e o Monitoramento da Garantia de Atendimento no recorte mais recente: eles mostram, com precisão e imparcialidade regulatória, em que operadoras a insatisfação se concentrou — e, por contraste, quem vem entregando acesso e resolutividade acima da média.
