CID M65, relacionado à tenossinovite e outras inflamações de tendões e bainhas tendíneas, pode gerar direito a benefício do INSS quando a doença causa incapacidade temporária para o trabalho, sequela permanente com redução da capacidade laboral ou incapacidade definitiva. O diagnóstico, sozinho, não garante o benefício. O que realmente importa é comprovar, por documentos médicos e perícia, que a tenossinovite impede ou limita o exercício da atividade profissional do segurado. Em muitos casos, especialmente quando a doença está ligada a movimentos repetitivos, esforço físico ou sobrecarga no trabalho, também pode haver discussão sobre doença ocupacional e direitos previdenciários mais amplos.
O que significa CID M65
O CID M65 é uma classificação médica usada para identificar quadros de sinovite e tenossinovite. Em termos práticos, a tenossinovite é uma inflamação que atinge a bainha que envolve os tendões, causando dor, inchaço, dificuldade de movimento, rigidez, perda de força e limitação funcional.
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Consultar jurimetria agora →Essa condição costuma afetar principalmente mãos, punhos, dedos, antebraços, cotovelos, ombros, tornozelos e pés. Em trabalhadores que dependem de movimentos repetitivos ou força manual, a tenossinovite pode comprometer diretamente a capacidade de trabalho.
Por isso, o CID M65 aparece com frequência em pedidos de benefício por incapacidade temporária, auxílio-acidente e, em situações mais graves, aposentadoria por incapacidade permanente.
Tenossinovite é uma doença grave?
A tenossinovite pode variar de leve a grave. Em alguns casos, melhora com repouso, fisioterapia, medicamentos e ajustes na rotina. Em outros, torna-se crônica, recorrente ou incapacitante.
A gravidade depende de vários fatores, como a região afetada, a intensidade da dor, a perda de força, a limitação de movimentos, o tipo de trabalho exercido e a resposta ao tratamento.
Uma pessoa que trabalha em atividade administrativa pode ter grande dificuldade para digitar se a tenossinovite atinge os punhos ou dedos. Um pedreiro pode não conseguir carregar peso ou usar ferramentas. Uma costureira pode perder velocidade e precisão. Um barbeiro pode ter dificuldade para manusear tesoura, navalha e máquina. Um operador de produção pode não suportar movimentos repetidos durante toda a jornada.
Assim, a gravidade previdenciária da doença não é medida apenas pelo nome do CID, mas pelo impacto real sobre a atividade profissional.
CID M65 dá direito automático ao benefício?
Não. Nenhum CID, por si só, garante automaticamente benefício do INSS.
O CID M65 indica a existência de um diagnóstico médico, mas o INSS avalia a incapacidade laboral. Isso significa que duas pessoas com o mesmo CID podem ter resultados diferentes.
Uma pode ter tenossinovite leve, sem limitação importante, e continuar trabalhando normalmente. Outra pode ter dor intensa, perda de força e limitação funcional que impede o exercício da profissão.
O benefício depende da relação entre a doença e o trabalho exercido. Portanto, o segurado precisa demonstrar não apenas que tem tenossinovite, mas que essa condição prejudica sua capacidade de trabalhar.
Quais benefícios podem ser concedidos para CID M65
A tenossinovite pode gerar diferentes benefícios, conforme a situação do segurado.
O benefício por incapacidade temporária pode ser concedido quando a doença impede o trabalho por determinado período.
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O auxílio-acidente pode ser devido quando, após tratamento e estabilização do quadro, permanece uma sequela definitiva que reduz a capacidade para o trabalho habitual.
A aposentadoria por incapacidade permanente pode ser concedida quando a doença impede totalmente o trabalho e não há possibilidade real de reabilitação para outra função.
Também pode haver discussão sobre benefício assistencial, quando a pessoa não tem qualidade de segurado, mas apresenta impedimento de longo prazo e situação de vulnerabilidade social.
Benefício por incapacidade temporária para tenossinovite
O benefício por incapacidade temporária é o mais comum em casos de CID M65. Ele pode ser concedido quando o segurado está temporariamente incapaz de exercer sua atividade profissional.
Isso ocorre, por exemplo, quando a dor é intensa, há inflamação ativa, necessidade de imobilização, afastamento médico, fisioterapia, repouso ou cirurgia.
Um trabalhador que depende das mãos e punhos pode ficar totalmente impossibilitado de exercer sua função durante a crise de tenossinovite. Nessa fase, o benefício temporário pode ser necessário para garantir renda durante o tratamento.
O ponto principal é comprovar que, naquele momento, a doença impede o trabalho habitual.
Auxílio-acidente por tenossinovite
O auxílio-acidente pode ser discutido quando a tenossinovite deixa sequela permanente que reduz a capacidade do segurado para o trabalho.
Esse benefício não exige incapacidade total. A pessoa pode voltar ao trabalho e ainda assim ter direito, desde que permaneça com limitação definitiva.
Exemplo: uma costureira desenvolve tenossinovite crônica no punho, faz tratamento, melhora parcialmente, mas continua com perda de força e dor ao realizar movimentos repetitivos. Ela consegue trabalhar, mas em ritmo menor e com limitações. Nesse caso, pode haver discussão sobre auxílio-acidente.
O mesmo pode ocorrer com trabalhadores de produção, manicures, barbeiros, cozinheiros, digitadores, músicos, motoristas, operadores de máquinas e profissionais que dependem de movimentos repetitivos.
Aposentadoria por incapacidade permanente em caso de CID M65
A aposentadoria por incapacidade permanente pode ser concedida quando a tenossinovite causa incapacidade total e definitiva para o trabalho, sem possibilidade de reabilitação.
Embora seja menos comum do que o benefício temporário, pode ocorrer em casos graves, crônicos, bilaterais, recorrentes e resistentes ao tratamento.
A análise leva em conta não apenas a doença, mas também a idade, escolaridade, profissão, histórico de trabalho e possibilidade real de exercer outra atividade.
Por exemplo, um trabalhador braçal com baixa escolaridade, idade avançada e tenossinovite crônica severa em ambas as mãos pode ter dificuldade real de reabilitação. Nessa situação, a aposentadoria por incapacidade permanente pode ser discutida.
CID M65 pode ser doença ocupacional?
Sim. A tenossinovite pode ser considerada doença ocupacional quando causada ou agravada pelo trabalho.
Isso ocorre principalmente em atividades com movimentos repetitivos, esforço manual, vibração, postura inadequada, uso contínuo de ferramentas, digitação intensa, levantamento de peso ou ausência de pausas.
Quando a doença tem relação com o trabalho, ela pode ser equiparada a acidente de trabalho para fins previdenciários. Isso pode influenciar a espécie do benefício e gerar consequências trabalhistas, especialmente para empregados com carteira assinada.
Diferença entre doença comum e doença ocupacional
A tenossinovite pode ser classificada como doença comum ou ocupacional.
Será considerada comum quando não houver relação comprovada com o trabalho.
Será considerada ocupacional quando o trabalho tiver causado, contribuído ou agravado a doença.
Essa diferença é importante. No caso de doença ocupacional, pode haver benefício acidentário, estabilidade no emprego após retorno ao trabalho em determinadas situações, recolhimento de FGTS durante afastamento e possibilidade de indenização trabalhista, quando houver culpa do empregador.
Por isso, em casos de CID M65, é essencial analisar a rotina profissional do segurado.
Profissões mais afetadas por tenossinovite
A tenossinovite pode atingir qualquer pessoa, mas é mais comum em profissões que exigem repetição, força, precisão manual ou posturas mantidas.
Entre as profissões frequentemente afetadas estão:
Digitadores
Operadores de telemarketing
Costureiras
Manicures
Barbeiros
Cabeleireiros
Cozinheiros
Auxiliares de produção
Operadores de máquinas
Pedreiros
Serventes
Faxineiras
Trabalhadores rurais
Motoristas
Músicos
Dentistas
Enfermeiros
Caixas de supermercado
Repositores
Em todas essas atividades, o impacto da tenossinovite pode ser significativo, especialmente quando há dor, perda de força ou limitação de movimentos.
Tabela sobre CID M65 e benefícios possíveis
| Situação do segurado com CID M65 | Benefício possível | O que precisa comprovar |
|---|---|---|
| Crise inflamatória com afastamento temporário | Benefício por incapacidade temporária | Incapacidade para o trabalho durante o tratamento |
| Sequela permanente após tratamento | Auxílio-acidente | Redução definitiva da capacidade laboral |
| Incapacidade total e sem reabilitação | Aposentadoria por incapacidade permanente | Impossibilidade de exercer qualquer atividade compatível |
| Doença causada ou agravada pelo trabalho | Benefício acidentário | Nexo entre a tenossinovite e a atividade profissional |
| Pessoa sem contribuição suficiente e com impedimento longo | BPC | Deficiência e vulnerabilidade social |
Sintomas da tenossinovite
Os sintomas mais comuns da tenossinovite incluem dor, inchaço, rigidez, sensibilidade, limitação de movimentos e dificuldade para realizar tarefas repetitivas.
Também pode haver sensação de travamento, estalos, perda de força, formigamento e piora da dor com o esforço.
Nos casos que atingem mãos e punhos, o segurado pode ter dificuldade para segurar objetos, digitar, escrever, cortar, costurar, usar ferramentas ou realizar movimentos finos.
Nos casos que atingem tornozelos ou pés, pode haver dificuldade para caminhar, permanecer em pé, subir escadas ou realizar atividades que exigem deslocamento.
Tenossinovite de De Quervain
Uma das formas mais conhecidas é a tenossinovite de De Quervain, que afeta tendões localizados na região do polegar e do punho.
Essa condição causa dor ao movimentar o polegar, segurar objetos, torcer o punho ou fazer movimentos repetitivos. É comum em pessoas que usam muito as mãos no trabalho.
Para profissionais como manicures, costureiras, cabeleireiros, barbeiros, digitadores, cozinheiros e trabalhadores manuais, essa condição pode gerar limitação importante.
Quando a doença impede temporariamente o trabalho, pode justificar benefício por incapacidade temporária. Se deixar sequela permanente, pode gerar discussão sobre auxílio-acidente.
Dedo em gatilho e CID M65
O dedo em gatilho também pode estar relacionado ao CID M65. Ele ocorre quando há inflamação na bainha do tendão, dificultando o movimento normal do dedo.
A pessoa pode sentir dor, travamento, estalo ou dificuldade para abrir e fechar o dedo. Em casos graves, o dedo pode ficar preso em determinada posição.
Essa condição pode comprometer atividades que exigem força de pinça, precisão, digitação, manuseio de ferramentas, atendimento manual ou movimentos repetidos.
Se o dedo em gatilho gerar incapacidade temporária ou sequela permanente, pode haver direito a benefício.
Como comprovar tenossinovite no INSS
A comprovação da tenossinovite deve ser feita com documentos médicos.
Entre os principais documentos estão:
Laudos médicos
Atestados
Relatórios de ortopedista
Relatórios de reumatologista
Relatórios de fisiatra
Exames de ultrassonografia
Ressonância magnética
Eletroneuromiografia, quando houver suspeita de compressão nervosa
Receitas médicas
Prontuários
Relatórios de fisioterapia
Relatórios cirúrgicos, se houver
Além disso, é importante apresentar documentos que demonstrem a atividade profissional e as tarefas realizadas no trabalho.
O laudo médico precisa dizer que a pessoa está incapaz?
É muito importante que o laudo médico descreva a incapacidade ou limitação funcional.
Um documento que apenas informa “CID M65” pode não ser suficiente. O ideal é que o médico explique quais movimentos estão limitados, por quanto tempo o segurado deve se afastar, quais atividades não pode realizar e se existe risco de agravamento.
Em casos de auxílio-acidente, o laudo deve indicar se há sequela permanente, perda de força, limitação de movimento ou restrição definitiva.
Quanto mais detalhado for o relatório, melhor será a análise do INSS ou da Justiça.
Perícia médica do INSS em casos de CID M65
A perícia médica do INSS avaliará se a tenossinovite causa incapacidade para o trabalho ou redução permanente da capacidade.
O perito deve observar o diagnóstico, os exames, a dor relatada, a mobilidade, a força, a função afetada e a profissão do segurado.
É essencial que o trabalhador explique sua rotina profissional. Não basta dizer que sente dor. É preciso demonstrar como a dor impede ou limita as tarefas do dia a dia.
Por exemplo, uma manicure deve explicar que não consegue segurar alicate ou lixar unhas por longos períodos. Um digitador deve relatar dificuldade para digitar. Um pedreiro deve informar dificuldade para carregar peso ou usar ferramentas. Um barbeiro deve explicar dificuldade para usar tesoura, máquina ou navalha.
A importância da profissão na análise do benefício
A mesma tenossinovite pode gerar incapacidade para uma profissão e não gerar para outra.
Uma pessoa com tenossinovite no punho pode continuar exercendo uma atividade que exige pouco uso das mãos, mas pode ficar incapaz para uma profissão manual intensa.
Por isso, a perícia precisa analisar a atividade habitual do segurado.
O impacto da doença em um operador de produção, por exemplo, pode ser muito maior do que em alguém que consegue adaptar sua rotina com pausas e menor exigência física.
Tenossinovite bilateral aumenta a chance de benefício?
A tenossinovite bilateral, que atinge os dois lados do corpo, pode tornar o caso mais grave, principalmente quando envolve mãos, punhos, ombros ou tornozelos.
Quando as duas mãos estão comprometidas, a pessoa pode ter dificuldade até para atividades básicas, como segurar objetos, vestir-se, cozinhar, escrever, digitar ou trabalhar com ferramentas.
No contexto previdenciário, a bilateralidade pode fortalecer a comprovação da incapacidade, mas ainda será necessário analisar a profissão, a intensidade dos sintomas e os documentos médicos.
Tenossinovite crônica pode gerar benefício?
Sim. A tenossinovite crônica pode gerar benefício quando limita ou impede o trabalho.
A cronicidade demonstra que o problema não é apenas uma crise passageira. Se a doença persiste apesar de tratamento, afastamentos, fisioterapia e medicamentos, pode haver incapacidade prolongada ou sequela permanente.
Em casos crônicos, é importante apresentar histórico médico completo, mostrando a evolução da doença, tratamentos realizados e limitações persistentes.
Tratamentos comuns para CID M65
O tratamento da tenossinovite pode incluir repouso, medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia, imobilização, infiltrações, mudanças ergonômicas e, em alguns casos, cirurgia.
Durante o tratamento, pode ser necessário afastamento do trabalho, especialmente quando a atividade profissional exige o uso da região afetada.
Se a pessoa melhora completamente e retorna sem limitações, pode não haver direito a benefício continuado. Mas se a melhora é parcial e permanece incapacidade ou sequela, o benefício pode ser discutido.
Cirurgia por tenossinovite gera direito ao benefício?
A cirurgia pode justificar benefício por incapacidade temporária durante o período de recuperação.
Se, após a cirurgia, a pessoa recupera totalmente a capacidade, o benefício tende a ser temporário. Porém, se permanecem sequelas, como perda de força, dor, rigidez ou limitação de movimento, pode haver discussão sobre auxílio-acidente.
A cirurgia, por si só, não garante benefício permanente. O que importa é o resultado funcional após o tratamento.
Tenossinovite e LER/DORT
A tenossinovite pode fazer parte do conjunto de doenças conhecidas como LER/DORT, relacionadas a lesões por esforço repetitivo e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.
Essas condições são comuns em ambientes com tarefas repetitivas, metas intensas, movimentos contínuos, ausência de pausas e ergonomia inadequada.
Quando a tenossinovite é enquadrada como LER/DORT ocupacional, pode haver reconhecimento de doença do trabalho, com consequências previdenciárias e trabalhistas.
CAT em casos de tenossinovite ocupacional
Quando a tenossinovite tem relação com o trabalho, a Comunicação de Acidente de Trabalho pode ser emitida.
A CAT é importante para registrar a natureza ocupacional da doença. Ela pode ser emitida pela empresa, pelo sindicato, pelo médico, pelo próprio segurado ou por outras pessoas autorizadas.
A ausência de CAT não impede totalmente o reconhecimento da doença ocupacional, mas o documento pode fortalecer o pedido.
Se a empresa se recusa a emitir CAT, ainda é possível buscar outros meios de comprovação.
Estabilidade no emprego em caso de tenossinovite ocupacional
Quando a tenossinovite é reconhecida como doença ocupacional e gera afastamento com benefício acidentário, o empregado pode ter direito à estabilidade provisória após o retorno ao trabalho.
Essa estabilidade não decorre simplesmente do CID M65, mas da caracterização da doença como ocupacional e do preenchimento dos requisitos trabalhistas.
Por isso, é importante diferenciar benefício comum e benefício acidentário.
FGTS durante afastamento por doença ocupacional
Nos afastamentos por benefício acidentário, o empregador pode ter obrigação de continuar recolhendo FGTS durante o período de afastamento.
Isso não ocorre da mesma forma nos benefícios comuns.
Assim, quando a tenossinovite tem relação com o trabalho, o enquadramento correto pode influenciar diretamente os direitos do empregado.
Indenização trabalhista por tenossinovite
Além dos benefícios do INSS, pode haver indenização trabalhista quando a tenossinovite foi causada ou agravada por culpa do empregador.
Isso pode ocorrer em situações de ausência de ergonomia, excesso de jornada, falta de pausas, cobrança de ritmo intenso, equipamentos inadequados, falta de treinamento ou descumprimento de normas de saúde e segurança.
Nesses casos, podem ser discutidos danos morais, danos materiais, pensionamento, despesas médicas e outras reparações, conforme o caso.
O INSS pode negar benefício por CID M65?
Sim. O INSS pode negar o benefício por vários motivos.
Entre os mais comuns estão:
Entendimento de que não há incapacidade
Falta de documentos médicos suficientes
Ausência de qualidade de segurado
Conclusão de que a doença não impede o trabalho
Não reconhecimento do nexo ocupacional
Entendimento de que não há sequela permanente
A negativa não encerra o caso. Dependendo das provas, é possível recorrer ou ingressar com ação judicial.
O que fazer se o benefício for negado
Se o benefício for negado, o segurado deve analisar o motivo da negativa e reunir documentação complementar.
Pode ser necessário apresentar exames atualizados, relatório médico mais detalhado, descrição da função exercida e provas da relação com o trabalho.
Também é possível apresentar recurso administrativo ou buscar a Justiça. Na via judicial, uma nova perícia médica pode avaliar o caso com mais profundidade.
Ação judicial para CID M65
Na ação judicial, o juiz normalmente nomeia um perito médico para avaliar a incapacidade ou sequela.
O segurado deve levar todos os documentos e explicar sua profissão, sintomas, limitações e tratamentos realizados.
A perícia judicial pode ser decisiva em casos de tenossinovite, especialmente quando o INSS negou o pedido com base em análise superficial.
Qualidade de segurado
Para receber benefício previdenciário, o segurado precisa ter qualidade de segurado.
Isso significa estar contribuindo para o INSS ou estar dentro do período em que ainda mantém proteção previdenciária mesmo sem contribuir.
Empregados com carteira assinada, empregados domésticos, segurados especiais, contribuintes individuais, MEIs e segurados facultativos podem ter qualidade de segurado, desde que cumpram as regras aplicáveis.
Sem qualidade de segurado, o benefício previdenciário pode ser negado, mesmo que exista doença.
Carência para benefício por tenossinovite
A carência é o número mínimo de contribuições exigidas para alguns benefícios.
Em regra, benefícios por incapacidade podem exigir carência mínima. Porém, essa exigência pode ser dispensada em algumas situações, como acidente de qualquer natureza ou determinadas doenças previstas em normas específicas.
Nos casos de tenossinovite, a carência precisa ser analisada conforme a origem da doença, a categoria do segurado e o tipo de benefício solicitado.
Quando há doença ocupacional reconhecida, a análise pode ser diferente daquela aplicada a doença comum.
Tenossinovite em trabalhador autônomo
O trabalhador autônomo pode ter direito a benefício por incapacidade temporária ou aposentadoria por incapacidade permanente, desde que contribua para o INSS e tenha qualidade de segurado.
No entanto, o auxílio-acidente possui restrições quanto às categorias de segurado. Por isso, o contribuinte individual deve ter seu caso analisado com atenção.
Um autônomo com tenossinovite grave pode receber benefício temporário se estiver incapaz de trabalhar. Mas o direito ao auxílio-acidente dependerá do enquadramento previdenciário aplicável.
Tenossinovite em MEI
O MEI pode ter direito a benefícios por incapacidade, desde que esteja contribuindo corretamente e cumpra os requisitos.
Se a tenossinovite impede o exercício da atividade, como manicure, cabeleireiro, artesão, cozinheiro, vendedor ou prestador de serviços, pode haver direito ao benefício por incapacidade temporária.
No entanto, o auxílio-acidente para MEI exige análise específica, pois essa categoria possui particularidades previdenciárias.
Tenossinovite em empregado com carteira assinada
O empregado com carteira assinada costuma ter maior facilidade para comprovar qualidade de segurado, pois as contribuições são feitas pelo empregador.
Se a tenossinovite estiver relacionada ao trabalho, pode haver discussão sobre benefício acidentário, estabilidade, FGTS e eventual indenização.
É importante reunir documentos médicos, exames ocupacionais, descrição da função e, se possível, provas da repetitividade ou esforço exigido no trabalho.
Como fortalecer o pedido no INSS
Para fortalecer o pedido, o segurado deve apresentar documentação completa e explicar bem sua atividade.
Algumas medidas importantes são:
Guardar todos os laudos e exames
Solicitar relatório médico detalhado
Descrever as tarefas profissionais
Informar movimentos que causam dor
Levar atestados e prontuários
Apresentar comprovantes de tratamento
Mostrar se houve afastamentos anteriores
Informar se a doença é recorrente
Apresentar CAT, se houver
A qualidade da prova pode fazer diferença na concessão do benefício.
Perguntas e respostas sobre CID M65 e benefício
CID M65 dá direito ao INSS?
Pode dar, desde que a tenossinovite cause incapacidade para o trabalho ou sequela permanente com redução da capacidade laboral.
Ter CID M65 no atestado garante benefício?
Não. O CID ajuda a identificar a doença, mas o INSS avalia a incapacidade e o impacto na profissão.
Tenossinovite dá direito a auxílio-doença?
Pode dar direito ao benefício por incapacidade temporária quando impede o segurado de trabalhar durante o tratamento.
Tenossinovite pode gerar auxílio-acidente?
Sim, quando deixa sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual.
Tenossinovite aposenta?
Pode levar à aposentadoria por incapacidade permanente em casos graves, quando a pessoa não consegue trabalhar nem ser reabilitada.
Tenossinovite é doença ocupacional?
Pode ser, quando causada ou agravada pelo trabalho, especialmente em atividades repetitivas ou com esforço manual.
Preciso de CAT para conseguir benefício?
A CAT ajuda nos casos ocupacionais, mas sua ausência não impede totalmente o reconhecimento do direito.
O INSS pode negar mesmo com laudo?
Sim. O INSS pode entender que não há incapacidade. Nesse caso, é possível recorrer ou buscar a Justiça.
Quem é MEI pode receber benefício por CID M65?
Pode receber benefício por incapacidade, desde que tenha qualidade de segurado e cumpra os requisitos. O auxílio-acidente exige análise específica.
Quais exames ajudam a comprovar tenossinovite?
Ultrassonografia, ressonância magnética, relatórios médicos, prontuários, exames clínicos e relatórios de fisioterapia podem ajudar.
Conclusão
O CID M65, relacionado à tenossinovite, pode gerar direito a benefício quando a doença compromete a capacidade de trabalho do segurado. O diagnóstico isolado não é suficiente, porque o INSS analisa a incapacidade, a sequela, a profissão exercida e a qualidade de segurado.
A tenossinovite pode justificar benefício por incapacidade temporária quando impede o trabalho durante o tratamento. Pode gerar auxílio-acidente quando deixa sequela permanente com redução da capacidade laboral. Em casos graves e irreversíveis, pode levar à aposentadoria por incapacidade permanente.
Quando a doença é causada ou agravada pelo trabalho, também pode ser reconhecida como doença ocupacional, gerando consequências previdenciárias e trabalhistas relevantes.
Para aumentar as chances de reconhecimento do direito, é essencial reunir laudos, exames, relatórios médicos detalhados, documentos profissionais e provas da limitação funcional. Se o INSS negar o benefício, a decisão pode ser contestada.
Cada caso deve ser analisado conforme a profissão, a intensidade dos sintomas, a evolução da doença, os tratamentos realizados e o impacto real da tenossinovite na vida profissional do segurado.
