CID M75 (lesão do ombro): benefício é automático?

CID M75, relacionado a lesões do ombro, não gera benefício automático no INSS. O código pode aparecer em atestados, laudos e exames médicos, mas o direito ao benefício depende da comprovação de incapacidade para o trabalho ou de sequela permanente que reduza a capacidade laboral. Isso significa que uma pessoa com tendinite, bursite, lesão do manguito rotador, capsulite adesiva ou outra alteração no ombro somente terá direito a benefício se demonstrar que a lesão impede temporariamente o exercício da profissão, reduz de forma definitiva sua capacidade ou torna impossível o retorno ao trabalho, conforme o caso.

Índice do artigo

O que significa CID M75

O CID M75 é uma classificação médica utilizada para identificar lesões do ombro. Dentro desse grupo podem estar diferentes condições que afetam tendões, músculos, articulações, bursas e estruturas responsáveis pelos movimentos do braço.

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Entre os quadros mais comuns relacionados ao CID M75 estão tendinite do ombro, síndrome do manguito rotador, bursite, lesões do manguito rotador, capsulite adesiva, tendinite bicipital e outras alterações que causam dor, rigidez e limitação de movimento.

O ombro é uma das articulações mais importantes para atividades profissionais. Ele permite levantar o braço, carregar peso, empurrar, puxar, alcançar objetos, fazer movimentos repetitivos e manter os membros superiores em posições elevadas. Quando há lesão nessa região, a capacidade de trabalho pode ser bastante afetada.

CID M75 dá direito automático ao benefício?

Não. Ter CID M75 em um atestado ou laudo não garante automaticamente benefício previdenciário.

O INSS não concede benefício apenas porque existe um diagnóstico. A análise é feita com base na incapacidade laboral, ou seja, na forma como a lesão afeta a capacidade do segurado de trabalhar.

Duas pessoas podem ter o mesmo CID M75 e situações completamente diferentes. Uma pode ter dor leve, controlada com tratamento, sem prejuízo importante ao trabalho. Outra pode ter limitação severa, perda de força, dificuldade para levantar o braço e impossibilidade de exercer sua profissão.

Por isso, o ponto central é demonstrar o impacto funcional da lesão do ombro na atividade profissional.

O que o INSS analisa em casos de CID M75

O INSS analisa vários elementos antes de conceder ou negar um benefício relacionado ao CID M75.

A perícia médica observa o diagnóstico, os exames, os sintomas, o tratamento realizado, a profissão do segurado, a intensidade da limitação, o tempo estimado de recuperação e a possibilidade de retorno ao trabalho.

O perito não deve avaliar apenas o nome da doença. A análise correta considera se a pessoa consegue exercer sua atividade habitual com segurança, produtividade mínima e sem agravamento do quadro.

Por exemplo, uma lesão do ombro pode ser pouco incapacitante para quem trabalha em atividade leve e adaptável, mas pode ser extremamente limitante para pedreiros, pintores, faxineiras, enfermeiros, motoristas, mecânicos, estoquistas, trabalhadores rurais, cabeleireiros, barbeiros e operadores de produção.

Quais benefícios podem ser concedidos por CID M75

O CID M75 pode estar relacionado a diferentes benefícios, conforme a gravidade do caso.

O benefício por incapacidade temporária pode ser concedido quando a lesão impede o segurado de trabalhar por um período determinado.

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O auxílio-acidente pode ser discutido quando, após o tratamento, permanece sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual.

A aposentadoria por incapacidade permanente pode ser concedida quando a lesão impede definitivamente o trabalho e não há possibilidade real de reabilitação para outra função.

Em situações específicas, quando a pessoa não possui qualidade de segurado e apresenta impedimento de longo prazo associado à vulnerabilidade social, pode ser analisado o benefício assistencial.

Benefício por incapacidade temporária para lesão do ombro

O benefício por incapacidade temporária pode ser devido quando a lesão do ombro impede o segurado de exercer sua atividade profissional durante o tratamento.

Isso pode ocorrer em casos de dor intensa, inflamação aguda, ruptura tendínea, imobilização, cirurgia, fisioterapia, limitação severa de movimentos ou recomendação médica de afastamento.

Um trabalhador que precisa carregar peso, levantar os braços ou realizar movimentos repetitivos pode ficar temporariamente incapaz em razão de uma lesão no ombro. Nessa hipótese, o benefício pode ser pago enquanto durar a incapacidade.

O objetivo é garantir renda ao segurado durante o período em que ele não consegue trabalhar.

Auxílio-acidente por CID M75

O auxílio-acidente pode ser discutido quando a lesão do ombro deixa sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual.

Esse benefício não exige incapacidade total. A pessoa pode voltar ao trabalho e ainda assim ter direito, desde que fique comprovado que não voltou nas mesmas condições de antes.

Imagine um pintor que sofreu lesão no ombro, realizou tratamento e retornou ao serviço, mas passou a não conseguir manter o braço elevado por longos períodos. Ele ainda trabalha, mas com menor rendimento e limitação funcional. Esse tipo de situação pode justificar a análise do auxílio-acidente.

O mesmo pode ocorrer com faxineiras, pedreiros, mecânicos, cabeleireiros, barbeiros, trabalhadores rurais, operadores de máquinas e outros profissionais que dependem intensamente dos membros superiores.

Aposentadoria por incapacidade permanente por lesão do ombro

A aposentadoria por incapacidade permanente pode ser concedida quando a lesão do ombro torna o segurado incapaz de exercer qualquer atividade profissional compatível e não há possibilidade real de reabilitação.

Esse benefício exige uma incapacidade mais grave. Não basta ter dor ou limitação parcial. É necessário demonstrar que o segurado não consegue trabalhar de forma definitiva.

A análise leva em conta a idade, escolaridade, profissão, histórico de trabalho, limitações físicas e possibilidade de adaptação a outra função.

Por exemplo, um trabalhador braçal de idade avançada, baixa escolaridade e lesão grave bilateral nos ombros pode ter grande dificuldade de reabilitação. Nessa situação, a aposentadoria por incapacidade permanente pode ser discutida.

Lesão do ombro pode ser doença ocupacional?

Sim. A lesão do ombro pode ser considerada doença ocupacional quando causada ou agravada pelo trabalho.

Isso é comum em atividades que exigem esforço repetitivo, levantamento de peso, movimentos acima da linha dos ombros, uso de ferramentas, vibração, postura inadequada ou ausência de pausas.

Quando a lesão tem relação com o trabalho, pode ser equiparada a acidente de trabalho. Isso pode gerar consequências previdenciárias e trabalhistas importantes.

Diferença entre lesão comum e lesão ocupacional

A lesão comum é aquela sem relação comprovada com o trabalho. Pode ocorrer por fatores degenerativos, prática esportiva, acidente doméstico, queda, trauma ou envelhecimento natural.

A lesão ocupacional é aquela causada ou agravada pela atividade profissional.

Essa diferença é importante porque o enquadramento como doença ocupacional pode gerar benefício acidentário, estabilidade provisória no emprego, recolhimento de FGTS durante afastamento e eventual indenização trabalhista, se houver responsabilidade do empregador.

Por isso, em casos de CID M75, é essencial analisar a história profissional do segurado.

Profissões mais afetadas por lesões no ombro

Algumas profissões têm maior risco de lesões no ombro, especialmente quando exigem esforço físico ou movimentos repetitivos.

Entre elas estão:

Pedreiros

Serventes

Pintores

Faxineiras

Cabeleireiros

Barbeiros

Mecânicos

Motoristas

Enfermeiros

Técnicos de enfermagem

Trabalhadores rurais

Operadores de produção

Estoquistas

Reposições de supermercado

Carregadores

Marceneiros

Eletricistas

Montadores

Esses profissionais costumam usar os ombros de forma intensa, muitas vezes com movimentos repetidos, força, elevação dos braços ou levantamento de peso.

Tabela sobre CID M75 e benefícios possíveis

Situação relacionada ao CID M75 Benefício possível O que precisa comprovar
Dor intensa e afastamento durante tratamento Benefício por incapacidade temporária Incapacidade temporária para a função habitual
Lesão com cirurgia e recuperação Benefício por incapacidade temporária Necessidade de afastamento durante reabilitação
Sequela permanente com redução da capacidade Auxílio-acidente Limitação definitiva que prejudica o trabalho
Incapacidade total sem reabilitação Aposentadoria por incapacidade permanente Impossibilidade de exercer atividade compatível
Lesão causada ou agravada pelo trabalho Benefício acidentário Nexo entre trabalho e doença
Impedimento de longo prazo sem qualidade de segurado BPC Deficiência e vulnerabilidade social

Principais doenças associadas ao CID M75

O CID M75 pode abranger diferentes condições no ombro. Cada uma delas pode ter impacto previdenciário, dependendo da gravidade.

Entre as mais frequentes estão a síndrome do manguito rotador, bursite, tendinite, capsulite adesiva, lesões tendíneas e tendinite bicipital.

Essas doenças podem causar dor, fraqueza, rigidez, perda de mobilidade e dificuldade para executar movimentos acima da cabeça.

Síndrome do manguito rotador

A síndrome do manguito rotador é uma das causas mais comuns de dor no ombro. O manguito rotador é formado por tendões e músculos responsáveis pela estabilidade e movimentação do ombro.

Quando essa estrutura inflama, degenera ou rompe, o segurado pode apresentar dor ao levantar o braço, dificuldade para carregar peso, perda de força e limitação de movimentos.

Para quem trabalha com esforço físico, essa condição pode ser incapacitante.

Ruptura do manguito rotador

A ruptura do manguito rotador pode ser parcial ou completa. Em casos mais graves, pode exigir cirurgia e longo período de reabilitação.

Um trabalhador que depende dos braços pode ficar impossibilitado de trabalhar durante meses. Após o tratamento, pode permanecer com limitação definitiva.

Se houver incapacidade temporária, pode haver benefício por incapacidade temporária. Se houver sequela permanente com redução da capacidade, pode haver auxílio-acidente. Se a limitação for total e definitiva, pode ser analisada aposentadoria por incapacidade permanente.

Bursite no ombro

A bursite é a inflamação da bursa, uma pequena estrutura que reduz o atrito entre tendões, músculos e ossos.

No ombro, a bursite pode causar dor intensa, especialmente ao levantar o braço ou realizar movimentos repetidos.

Em profissões que exigem elevação dos braços, como pintura, limpeza, construção civil e salão de beleza, a bursite pode comprometer diretamente o trabalho.

Tendinite no ombro

A tendinite no ombro é a inflamação dos tendões da região. Ela pode surgir por esforço repetitivo, sobrecarga, postura inadequada ou desgaste.

Quando a tendinite é leve, pode melhorar com tratamento. Mas em casos crônicos ou recorrentes, pode gerar afastamentos repetidos e limitação funcional.

Para fins previdenciários, o que importa é comprovar se a tendinite impede o trabalho temporariamente ou deixa sequela permanente.

Capsulite adesiva

A capsulite adesiva, conhecida como ombro congelado, causa dor e rigidez progressiva no ombro.

A pessoa pode ter grande dificuldade para levantar o braço, vestir-se, alcançar objetos, dirigir ou realizar tarefas profissionais.

Essa condição pode gerar incapacidade temporária prolongada. Em alguns casos, se permanecer limitação importante, pode haver discussão sobre sequela permanente.

Lesão bilateral nos ombros

Quando a lesão atinge os dois ombros, a situação pode ser mais grave. A limitação bilateral dificulta tarefas básicas e profissionais, pois o segurado perde capacidade de compensar o movimento com o outro braço.

Em trabalhadores braçais, a lesão bilateral pode fortalecer a tese de incapacidade ou de redução importante da capacidade laboral.

Mesmo assim, é necessário comprovar a limitação por meio de exames, laudos e perícia.

Sintomas que podem indicar incapacidade

Alguns sintomas são especialmente relevantes para análise previdenciária.

Entre eles estão dor intensa, perda de força, limitação para levantar o braço, dificuldade para carregar peso, redução da amplitude de movimento, rigidez, formigamento, fraqueza e piora com esforço.

Também é importante observar se o segurado precisa de ajuda para tarefas simples, se não consegue manter o braço elevado, se evita determinados movimentos ou se precisa reduzir sua carga de trabalho.

Esses sintomas devem ser descritos nos laudos e relatados na perícia.

Exames que ajudam a comprovar CID M75

Os exames mais utilizados para investigar lesões no ombro incluem ultrassonografia, ressonância magnética, radiografia e exames clínicos realizados por ortopedista.

A ressonância magnética costuma ser importante em casos de suspeita de ruptura de tendões, lesões do manguito rotador e alterações articulares.

A ultrassonografia pode demonstrar tendinites, bursites, derrames e alterações em partes moles.

O exame físico também é relevante, pois avalia força, dor, amplitude de movimento e testes específicos do ombro.

O laudo médico precisa ser detalhado

Um laudo médico detalhado pode fazer grande diferença no pedido de benefício.

Não basta apresentar um documento com o CID M75. O ideal é que o laudo explique o diagnóstico, sintomas, tratamentos, limitações, tempo de afastamento necessário e impacto na atividade profissional.

Em casos de auxílio-acidente, o laudo deve indicar se há sequela permanente e redução da capacidade.

Quanto mais específico for o relatório, mais fácil será demonstrar o direito.

Como explicar a profissão na perícia

Na perícia, o segurado deve explicar exatamente o que faz no trabalho.

Um pedreiro deve informar se carrega peso, ergue ferramentas, prepara massa, levanta materiais e trabalha com os braços acima da cabeça.

Uma faxineira deve explicar se precisa esfregar, carregar baldes, limpar vidros, mover móveis e repetir movimentos com os braços.

Um cabeleireiro ou barbeiro deve relatar se precisa manter os braços elevados, usar secador, escova, máquina, tesoura e navalha.

Essa descrição ajuda o perito a entender o impacto real da lesão.

CID M75 em trabalhador de escritório

Mesmo trabalhadores de escritório podem ter limitações por lesão no ombro, especialmente se precisam digitar, usar mouse, dirigir, carregar notebooks, participar de rotinas longas ou manter postura fixa.

No entanto, em geral, a análise pode ser diferente da aplicada a trabalhadores braçais. Se a atividade permite adaptação, pausas e menor esforço físico, o INSS pode entender que não há incapacidade.

Por isso, é essencial demonstrar a limitação concreta e não apenas o diagnóstico.

CID M75 em trabalhador braçal

Em trabalhadores braçais, a lesão do ombro costuma ter impacto mais evidente.

Quem carrega peso, usa ferramentas, trabalha com construção, limpeza, estoque, produção, agricultura ou manutenção depende intensamente da força e mobilidade dos ombros.

Nesses casos, mesmo uma limitação parcial pode reduzir significativamente a capacidade laboral.

CID M75 em cabeleireiros e barbeiros

Cabeleireiros e barbeiros usam muito os ombros durante a jornada. Manter os braços elevados, secar cabelo, escovar, cortar, aparar, finalizar e usar equipamentos por várias horas pode agravar dores e lesões.

Uma lesão no ombro pode reduzir o número de atendimentos, obrigar pausas frequentes e impedir determinados serviços.

Se houver incapacidade temporária, sequela permanente ou agravamento ocupacional, pode haver direito a benefício.

CID M75 em motoristas

Motoristas podem sofrer com lesões no ombro porque a atividade exige movimentos repetidos, permanência prolongada em postura fixa, manobras, troca de marchas e controle constante do volante.

Se a dor impede dirigir com segurança ou reduz a capacidade de realizar viagens longas, o benefício pode ser discutido.

A análise deve considerar o tipo de veículo, jornada, exigência física e segurança da condução.

CID M75 em trabalhadores da saúde

Enfermeiros, técnicos de enfermagem e cuidadores podem desenvolver lesões no ombro por esforço físico, movimentação de pacientes, posturas forçadas e jornadas intensas.

Quando a lesão impede levantar pacientes, realizar procedimentos, empurrar macas ou permanecer em atividade física intensa, pode haver incapacidade laboral.

Se a doença foi causada ou agravada pelo trabalho, também pode ser discutido o nexo ocupacional.

Qualidade de segurado

Para receber benefício previdenciário, o trabalhador precisa ter qualidade de segurado.

Isso significa estar contribuindo para o INSS ou estar dentro do período em que ainda mantém proteção previdenciária mesmo sem contribuição.

Empregados, empregados domésticos, contribuintes individuais, MEIs, segurados especiais e facultativos podem ter qualidade de segurado, conforme as regras aplicáveis.

Sem qualidade de segurado, o benefício previdenciário pode ser negado, ainda que exista lesão.

Carência em casos de CID M75

A carência é o número mínimo de contribuições exigidas para alguns benefícios.

Em benefícios por incapacidade, a carência pode ser exigida em muitos casos. Porém, pode haver dispensa em situações específicas, como acidente de qualquer natureza, doença ocupacional ou hipóteses previstas na legislação.

Em casos de CID M75, é preciso analisar se a lesão decorre de acidente, doença comum ou doença ocupacional. Essa origem pode influenciar a exigência de carência.

CID M75 e acidente de trabalho

O CID M75 pode estar relacionado a acidente de trabalho quando a lesão ocorre durante a atividade profissional ou quando é causada ou agravada pelo trabalho.

Um trabalhador que sofre queda no serviço e lesiona o ombro pode ter acidente típico. Já aquele que desenvolve tendinite ou lesão do manguito por movimentos repetitivos pode ter doença ocupacional.

Em ambos os casos, pode haver reconhecimento de natureza acidentária.

CAT em lesão do ombro

A Comunicação de Acidente de Trabalho é importante quando a lesão do ombro tem relação com o trabalho.

Ela registra formalmente a ocorrência ou suspeita de acidente ou doença ocupacional. A empresa deve emitir a CAT, mas, se não fizer, outros legitimados podem emitir.

A ausência de CAT não impede totalmente o reconhecimento do direito, mas sua existência pode fortalecer o caso.

Estabilidade no emprego

Quando a lesão do ombro é reconhecida como acidente de trabalho ou doença ocupacional e gera afastamento com benefício acidentário, o empregado pode ter direito à estabilidade provisória após o retorno ao trabalho.

Essa estabilidade não decorre simplesmente do CID M75, mas do enquadramento ocupacional e do preenchimento dos requisitos legais.

Portanto, é importante analisar se a lesão tem relação com o trabalho e qual benefício foi concedido.

FGTS durante o afastamento

Nos casos de afastamento por benefício acidentário, pode haver obrigação de recolhimento do FGTS durante o período em que o empregado ficou afastado.

Nos benefícios comuns, essa regra não se aplica da mesma forma.

Por isso, o reconhecimento da natureza ocupacional da lesão do ombro pode ter impacto financeiro relevante.

Indenização trabalhista por lesão no ombro

Além do benefício do INSS, pode haver indenização trabalhista quando a lesão do ombro foi causada ou agravada por culpa do empregador.

Isso pode ocorrer quando há ausência de ergonomia, falta de pausas, excesso de peso, ferramentas inadequadas, metas abusivas, ausência de treinamento ou descumprimento de normas de segurança.

A indenização pode envolver danos morais, materiais, despesas médicas e pensionamento, conforme o caso.

O INSS pode negar benefício por CID M75?

Sim. O INSS pode negar o benefício quando entende que não há incapacidade, que os documentos são insuficientes, que não existe qualidade de segurado ou que a lesão não impede o trabalho.

Também pode negar o auxílio-acidente quando conclui que não há sequela permanente ou redução da capacidade.

A negativa não significa que o segurado não tenha direito. Muitas decisões podem ser contestadas.

O que fazer se o benefício for negado

Se o benefício for negado, o segurado deve verificar o motivo da negativa e reunir documentos complementares.

Pode ser necessário apresentar exames mais recentes, relatório médico detalhado, descrição da função, comprovantes de afastamento, CAT e provas da relação com o trabalho.

Também é possível apresentar recurso administrativo ou ingressar com ação judicial.

Ação judicial por CID M75

Na ação judicial, o juiz normalmente determina perícia médica para avaliar a incapacidade ou sequela.

A perícia judicial pode analisar com mais profundidade o quadro clínico, a profissão do segurado e os documentos apresentados.

Em muitos casos, a ação judicial é importante quando o INSS não reconhece corretamente a limitação funcional.

Como fortalecer o pedido

Para fortalecer o pedido, o segurado deve organizar todos os documentos e apresentar uma narrativa clara sobre a lesão.

É importante comprovar o diagnóstico, o tratamento, a limitação, a profissão e o impacto no trabalho.

Relatórios médicos devem ser detalhados. Exames devem estar atualizados. A descrição da função deve mostrar quais movimentos são exigidos e por que a lesão impede ou reduz a capacidade.

Erros comuns em pedidos por CID M75

Alguns erros podem prejudicar o pedido de benefício.

Entre eles estão apresentar apenas atestado simples, não levar exames, não explicar a profissão, não demonstrar limitação funcional, não comprovar qualidade de segurado e não contestar negativa indevida.

Outro erro comum é acreditar que o CID, sozinho, obriga o INSS a conceder benefício. O foco deve ser sempre a incapacidade ou a redução da capacidade.

Perguntas e respostas sobre CID M75 e benefício

CID M75 dá direito automático ao benefício?

Não. O CID M75 não gera benefício automático. É necessário comprovar incapacidade ou sequela com redução da capacidade laboral.

Lesão do ombro dá direito ao auxílio-doença?

Pode dar direito ao benefício por incapacidade temporária quando impede o segurado de exercer sua atividade profissional durante o tratamento.

CID M75 pode gerar auxílio-acidente?

Sim, quando a lesão deixa sequela permanente que reduz a capacidade para o trabalho habitual.

Lesão do manguito rotador aposenta?

Pode levar à aposentadoria por incapacidade permanente em casos graves, quando a pessoa não consegue trabalhar nem ser reabilitada para outra função.

Bursite no ombro dá direito ao INSS?

Pode dar, se causar incapacidade temporária ou sequela permanente que prejudique o trabalho.

Tendinite no ombro pode ser doença ocupacional?

Sim, quando causada ou agravada por movimentos repetitivos, esforço físico ou condições inadequadas de trabalho.

Preciso de CAT para conseguir benefício?

A CAT ajuda em casos ocupacionais, mas a ausência dela não impede totalmente o reconhecimento do direito.

O INSS pode negar mesmo com ressonância?

Sim. O exame comprova a lesão, mas o INSS avalia se ela causa incapacidade ou redução da capacidade laboral.

Quem trabalha com esforço físico tem mais chance de conseguir benefício?

Pode ter, porque a lesão do ombro costuma impactar mais atividades braçais. Mesmo assim, é necessário comprovar a limitação.

Se eu voltar ao trabalho, perco o direito ao auxílio-acidente?

Não necessariamente. O auxílio-acidente pode ser pago mesmo com retorno ao trabalho, desde que exista sequela permanente com redução da capacidade.

Conclusão

O CID M75, relacionado a lesões do ombro, não gera benefício automático no INSS. O diagnóstico é apenas o ponto de partida. O que define o direito é a existência de incapacidade para o trabalho, sequela permanente ou impossibilidade de reabilitação, conforme o benefício solicitado.

A lesão do ombro pode gerar benefício por incapacidade temporária quando impede o trabalho durante o tratamento. Pode gerar auxílio-acidente quando deixa sequela definitiva que reduz a capacidade laboral. Em casos graves e irreversíveis, pode justificar aposentadoria por incapacidade permanente.

Também é importante analisar se a lesão tem relação com o trabalho, pois tendinites, bursites e lesões do manguito rotador podem ser ocupacionais quando causadas ou agravadas por esforço repetitivo, levantamento de peso, postura inadequada ou movimentos acima da linha dos ombros.

Para aumentar as chances de reconhecimento do direito, o segurado deve reunir laudos médicos, exames, relatórios detalhados, documentos profissionais e provas da limitação funcional. Se o INSS negar o benefício, ainda é possível recorrer ou buscar a Justiça.

Portanto, o CID M75 pode gerar benefício, mas nunca de forma automática. Cada caso deve ser analisado considerando a profissão, a gravidade da lesão, o tratamento realizado, as sequelas e o impacto real na capacidade de trabalho.

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